FIIs de Papel Devem Manter Protagonismo em 2026, Avalia Itaú; Veja Recomendações
Com a expectativa de um ciclo de cortes na taxa Selic, fundos imobiliários de tijolo têm mostrado recuperação no mercado secundário. Contudo, a análise do Itaú BBA indica que os fundos de papel continuarão em destaque em 2026, especialmente para quem busca geração de renda.
Apesar da projeção de queda na taxa básica de juros, a taxa terminal de juros deve permanecer em patamares elevados, acima de 12% ao ano. Essa condição favorece fundos indexados ao CDI, que tendem a sustentar altos rendimentos, e também aqueles atrelados ao IPCA, protegidos por projeções de inflação mais estáveis.
Essa combinação de fatores torna os fundos de papel instrumentos competitivos em diferentes cenários macroeconômicos, segundo o Itaú Asset. Atualmente, ativos financeiros representam cerca de 30% do portfólio da Carteira Renda com Imóveis do Itaú, evidenciando essa preferência estratégica.
Itaú BBA Destaca Carteiras Diversificadas e Qualidade de Crédito
Na avaliação do Itaú, as recomendações de fundos privilegiam carteiras diversificadas, a qualidade de crédito dos devedores, estruturas de garantias sólidas e a capacidade de originação das gestoras. Fundos como HGCR11, KNHY11 e KNIP11 são apontados como preferenciais por esses atributos, seja pela diversificação, liquidez ou histórico das equipes de gestão.
Pontos de Atenção em Fundos Recomendados
Apesar da visão construtiva, o Itaú ressalta pontos de atenção em alguns fundos. No HGCR11, por exemplo, enquanto a carteira é considerada diversificada e com boa qualidade de crédito, algumas operações apresentam níveis de LTV (Loan To Value) acima de 70%. A localização de garantias em regiões menos óbvias também é um fator que pode dificultar execuções futuras.
Para fundos como KNHY11, KNUQ11 e RBRY11, o banco alerta que a busca por retornos mais elevados vem acompanhada de um risco de crédito maior, exigindo monitoramento constante. No caso do KNHY11, apesar de sua liquidez e estrutura, operações compromissadas merecem atenção. Já KNUQ11 e RBRY11 apresentam concentração setorial como um ponto de alerta adicional.
Concentração em Fundos Defensivos Também Requer Vigilância
A concentração de ativos também é observada em fundos considerados mais defensivos. No MCCI11, as cinco maiores operações somam cerca de 37% do patrimônio líquido, com destaque para a exposição ao WT Morumbi. Situação semelhante ocorre no RBRR11, onde os cinco principais CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) representam aproximadamente 43% do patrimônio líquido.
A Importância da Diversificação e Análise de Risco
A estratégia de investir em FIIs de papel em 2026, conforme análise do Itaú BBA, exige um olhar atento para a diversificação do portfólio e a qualidade dos ativos. Acompanhar de perto os níveis de alavancagem, a solidez das garantias e a gestão de risco das carteiras é fundamental para maximizar a geração de renda e mitigar potenciais perdas.

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