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Fitch: Plano Fiscal Crível é Chave para Brasil Subir de Rating para BB+; Entenda os Desafios Pós-Eleição

Fitch Define Caminho para Rating BB+ no Brasil: Consolidação Fiscal é Essencial

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reiterou que a elevação da nota de crédito do Brasil para ‘BB+’ está diretamente atrelada à apresentação de um plano fiscal substancial e crível no médio prazo. Atualmente, o país ostenta o rating ‘BB’, com perspectiva estável, posicionando-se a dois degraus do cobiçado grau de investimento.

A principal preocupação da Fitch reside na fraca posição fiscal do Brasil. Para que o país avance em sua classificação, é fundamental demonstrar um caminho claro para a estabilização da dívida pública. Contudo, a agência ressalta que um ajuste fiscal completo não é um pré-requisito imediato, mas sim a demonstração de progresso inicial e a confiança em melhorias futuras nas contas públicas.

Essa análise foi divulgada pela Fitch em um relatório no formato de perguntas e respostas, distribuído a clientes nesta quarta-feira (18). A expectativa é que, independentemente do resultado das eleições de 2026, novos esforços de consolidação fiscal sejam necessários. O ritmo e a estratégia desses ajustes, no entanto, dependerão do governo eleito, com a Fitch ponderando os desafios inerentes a cada cenário político. Conforme informação divulgada pela Fitch Ratings.

Cenários Pós-Eleição: Esquerda vs. Direita e os Desafios Fiscais

A Fitch Ratings aponta que um ajuste fiscal mais ambicioso poderia ser mais provável sob um governo de direita. No entanto, a agência evita uma visão binária, alertando para dificuldades em qualquer resultado eleitoral. Uma nova administração de Luiz Inácio Lula da Silva poderia enfrentar resistência política a novos aumentos de impostos.

Por outro lado, um governo liderado por Flávio Bolsonaro poderia se deparar com obstáculos para implementar os profundos cortes de gastos públicos propostos. A Fitch recorda que mesmo o congresso conservador atual tem pressionado por iniciativas que aumentam despesas e tem diluído algumas medidas de controle de gastos, evidenciando a complexidade do cenário político para a disciplina fiscal.

Juros Altos e Mercado de Trabalho: Impactos na Economia Brasileira

A manutenção de juros elevados no Brasil, mesmo com o início previsto da queda das taxas a partir de março, continuará a exercer pressão sobre a demanda doméstica. Apesar disso, a agência prevê que a melhora no déficit primário deste ano e as operações de empréstimo aliviarão a desaceleração da demanda interna.

Em contrapartida, o mercado de trabalho brasileiro permanece “aquecido”, o que, segundo a Fitch Ratings, continuará a sustentar o consumo no país. Essa dinâmica, combinada com os esforços fiscais, moldará a trajetória econômica e a percepção das agências de risco.

América Latina: Estabilidade Geral com Desafios Fiscais Regionais

No contexto latino-americano, a Fitch destaca que a maioria dos países detém perspectiva estável em suas classificações de crédito, indicando uma estabilidade geral na região. Apenas cinco economias possuem grau de investimento, sendo o México o país com a classificação mais baixa, mas com perspectiva estável.

A agência não prevê novas perdas de selo na América Latina neste ano, nem em 2026. O Paraguai, com perspectiva positiva, demonstra potencial para alcançar o grau de investimento sob certas condições. No entanto, a Fitch alerta que a consolidação fiscal permanece desigual na região, com países maiores enfrentando déficits crescentes e encargos de dívida elevados.

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