Chinalco e Rio Tinto adquirem participação majoritária na CBA em negócio de R$ 4,7 bilhões
A gigante chinesa de alumínio Chinalco e a mineradora australiana Rio Tinto anunciaram um acordo histórico para a compra da participação da Votorantim na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) por R$ 4,7 bilhões. O negócio, que movimentará quantia expressiva no setor, visa consolidar a presença das empresas no mercado brasileiro de alumínio.
A transação envolve a aquisição de 68,6% das ações da CBA detidas pela Votorantim. Essa participação será transferida para uma nova joint-venture a ser criada no Brasil, que terá a Chinalco como controladora, com 67% do capital, e a Rio Tinto com os 33% restantes. Essa estrutura de controle conjunto sinaliza uma colaboração estratégica entre as duas potências globais.
Adicionalmente, a joint-venture lançará uma oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir as ações remanescentes da CBA no mercado. O objetivo é, futuramente, solicitar o cancelamento do registro da empresa na bolsa de valores. Conforme comunicado ao mercado, as empresas ressaltaram que essa decisão poderá ser reavaliada após a conclusão da aquisição das participações majoritárias, demonstrando flexibilidade no processo.
Detalhes da Transação e Valorização da CBA
O preço base acordado para a transação é de R$ 10,50 por ação da CBA. Este valor representa um prêmio de aproximadamente 21,15% sobre o preço médio das ações nos 20 pregões anteriores à assinatura do acordo. A notícia da iminente compra já havia circulado, com a Reuters antecipando o negócio entre Chinalco e Rio Tinto com a produtora brasileira.
O processo de venda atraiu também o interesse da Emirates Global Aluminium (EGA), sediada nos Emirados Árabes Unidos. No entanto, as negociações com a EGA não avançaram, abrindo caminho para o acordo definitivo com as empresas chinesa e australiana. O negócio ainda depende de aprovações regulatórias.
CBA: Um Legado de Produção e Energia Limpa
A CBA, fundada em 1941, é a empresa de alumínio mais antiga do Brasil e possui operações robustas. A companhia opera três minas de bauxita, matéria-prima essencial para a produção de alumínio, com uma capacidade anual de cerca de 2 milhões de toneladas. Sua capacidade de produção de alumina atinge 800 mil toneladas por ano.
Um diferencial competitivo da CBA é sua autossuficiência em recursos e geração de energia. A empresa controla ou tem participação em 21 usinas hidrelétricas e quatro usinas eólicas, totalizando uma capacidade instalada de 1,6 gigawatts. Essa forte base de energia limpa e renovável foi destacada por Chinalco e Rio Tinto como um dos atributos que fomentam vantagens competitivas sustentáveis e potencial de desenvolvimento.
Aprovação Regulatória e Próximos Passos
Para que o negócio seja concretizado, serão necessárias aprovações de órgãos reguladores importantes. Entre eles, destacam-se o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara Brasileira de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A obtenção dessas licenças é um passo crucial para a conclusão da aquisição.
A expectativa é que, após a aprovação regulatória, a joint-venture avance com a oferta pública para as demais ações, consolidando a nova estrutura de propriedade da CBA. A entrada de players globais como Chinalco e Rio Tinto promete impulsionar ainda mais o setor de alumínio no Brasil.

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