GPA (PCAR3) avança em reestruturação com antecipação de assembleia e foco em mudanças no conselho de administração
O GPA, gigante do setor varejista com marcas como Pão de Açúcar e Extra, está promovendo movimentações significativas em seu alto escalão. A empresa antecipou a data de sua próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO) e convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), ambas agendadas para 27 de março de 2026.
Essas reuniões, especialmente a AGE, trazem para o centro das atenções a possibilidade de mudanças importantes no estatuto social da companhia. As deliberações podem impactar diretamente a governança corporativa, com a redução do prazo de mandato dos membros do conselho de administração, a fixação do número de conselheiros em nove e a eleição de novos membros, incluindo a aprovação de conselheiros independentes.
A convocação da assembleia extraordinária, segundo comunicado do GPA, atende a um pedido específico do acionista Hugo Shoiti Fujisawa. A necessidade de uma nova eleição para todo o conselho de administração surge após renúncias recentes, mesmo com o conselho tendo sido eleito apenas em outubro de 2025. Conforme informado pelo próprio GPA, a unificação das datas das assembleias visa otimizar recursos e conceder aos acionistas um prazo maior para a apresentação de candidaturas ao conselho.
Mudanças recentes no comando do GPA
O mês de fevereiro de 2026 marcou a eleição interina de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho para o conselho de administração do GPA. Essas nomeações são parte de uma série de alterações na liderança da varejista de alimentos.
No início de 2026, Alexandre de Jesus Santoro foi empossado como o novo diretor presidente (CEO) do GPA, sucedendo Marcelo Pimentel, que renunciou aos cargos de CEO e membro do conselho de administração em outubro de 2025. Essas trocas na alta gestão sinalizam um período de transição e redefinição estratégica para a empresa.
Nova configuração acionária
Em uma mudança relevante no quadro de acionistas, a família composta por André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz elevou sua participação para 24,6% do capital do GPA no final de agosto de 2025. Com isso, o grupo familiar se tornou o maior acionista da companhia, superando a empresa francesa Segisor.
A Segisor, por sua vez, tornou-se acionista do GPA como resultado de uma reorganização societária promovida pela Casino, antiga controladora do Grupo Pão de Açúcar, em 2015. A nova configuração acionária, com a família Diniz à frente, pode influenciar as decisões estratégicas futuras do GPA.
O que esperar das assembleias de março de 2026
A antecipação da assembleia e a convocação de uma extraordinária refletem a urgência em ajustar a estrutura de governança do GPA. A redução no prazo de mandato dos conselheiros e a eleição de um novo colegiado completo são pontos chave que merecem atenção dos investidores.
A discussão sobre a qualificação de membros independentes também é crucial para a percepção de mercado sobre a governança da empresa. As decisões tomadas em 27 de março de 2026 podem definir os rumos do GPA nos próximos anos, especialmente em um cenário competitivo e em constante transformação no setor de varejo alimentar.

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