Guarda do Irã alega ataques a ativos energéticos de peso e alvos nos EUA e Israel
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou ter executado uma série de ataques noturnos contra ativos energéticos de gigantes como ExxonMobil e Chevron, localizados na Arábia Saudita. A ofensiva, segundo o comunicado oficial, envolveu o uso de mísseis balísticos, de cruzeiro e drones, atingindo também infraestruturas estratégicas no Golfo Pérsico e alvos militares e de inteligência dos Estados Unidos em Israel e na Jordânia.
O grupo, que divulgou as informações via Telegram, descreveu a ação como uma resposta a ameaças e hostilidades. Os alvos selecionados, de acordo com a IRGC, foram escolhidos por sua importância estratégica para a economia e segurança de países considerados adversários, incluindo instalações com significativa capacidade de produção e exportação de petróleo e gás.
A declaração da Guarda Revolucionária detalha uma lista extensa de locais supostamente atingidos, evidenciando a amplitude da operação. A iniciativa representa uma escalada significativa nas tensões regionais, com implicações diretas para o mercado global de energia e para o cenário geopolítico do Oriente Médio. Acompanhe os desdobramentos desta grave ocorrência.
Ativos energéticos globais na mira da Guarda do Irã
Entre os alvos citados pela IRGC estão a refinaria e instalações da Chevron em Ras al-Juaymah, na Arábia Saudita, descritas como um grande complexo de processamento de gás natural liquefeito (GNL) e um fornecedor crucial de energia para os Estados Unidos. Adicionalmente, foram mencionadas instalações de petróleo e petroquímica da ExxonMobil e da Dow Chemical em Jubail, também na Arábia Saudita, além de unidades petrolíferas americanas em Yanbu, no Mar Vermelho, com capacidade para 250 mil barris por dia.
A ofensiva iraniana parece ter visado também rotas alternativas de exportação e instalações em outros países. Foram citadas instalações petrolíferas em Habshan, ligando Dubai e Fujairah, com o objetivo de contornar o Estreito de Ormuz, e instalações da ExxonMobil em Ras Laffan, no Catar, com capacidade de 146 mil barris por dia. Outros alvos incluem instalações da Bapco no Bahrein (267 mil barris/dia), refinarias em Das Island (60 mil barris/dia) e em Fujairah (armazenamento de 1 milhão de metros cúbicos) nos Emirados Árabes Unidos, além da refinaria de Al-Ahmadi no Kuwait (346 mil barris/dia).
Alvos estratégicos nos EUA e Israel também foram atingidos, segundo Teerã
Além dos alvos energéticos, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido infraestruturas ligadas aos Estados Unidos e a Israel. Entre eles, destacam-se centros de tecnologia e indústria avançada em Beer Sheva, no sul de Israel, e centros de inteligência e escuta em Tel Aviv. O comando central dos EUA na base de Azraq, na Jordânia, e o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, também foram mencionados como alvos.
A alegação de ataques a instalações israelenses inclui a refinaria de Haifa, com capacidade para 300 mil barris por dia, e um complexo governamental em Jerusalém. A IRGC buscou demonstrar um alcance amplo de sua capacidade ofensiva, mirando não apenas o setor energético, mas também centros de inteligência e infraestrutura militar de seus rivais na região, intensificando as preocupações com um conflito mais amplo.

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