Itaú BBA eleva preços-alvo de petroleiras diante do risco de escalada da guerra no Irã
O setor de petróleo tem se destacado pela valorização persistente, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. A baixa visibilidade e a alta volatilidade que antes geravam receio entre analistas, agora abrem espaço para um aumento consistente nos preços e uma possível reavaliação das expectativas de mercado.
Para o Itaú BBA, a evolução do cenário geopolítico tornou as estimativas de preço-alvo do banco defasadas. As projeções anteriores refletiam um cenário pessimista, que foi rapidamente superado pelos resultados observados durante o período de conflito, conforme divulgado pelo banco.
A revisão incorpora um prêmio de risco geopolítico mais elevado, associado à ameaça recorrente de interrupções logísticas. O banco ressalta que, embora as incertezas permaneçam altas, o atual patamar do mercado justifica a atualização das premissas, mesmo com a possibilidade de diluição do conflito.
Revisão de preços-alvo e recomendações para o setor
O Itaú BBA manteve sua recomendação de compra para a Petrobras (PETR4) e neutra para a PetroReconcavo (RECV3). Já para a PRIO (PRIO3), a recomendação foi elevada para neutra, após uma valorização acumulada de 64% no ano.
As novas estimativas do banco consideram preços médios do Brent de US$ 80/barril em 2026, US$ 75/barril em 2027 e US$ 70/barril a partir daí. Para os anos de 2026 e 2027, as projeções de preços de petróleo seguem em US$ 62/barril e US$ 60/barril, respectivamente. O prêmio de risco geopolítico, segundo os analistas, deve permanecer mesmo após uma eventual diluição do conflito.
Petrobras e PRIO em destaque nas projeções do Itaú BBA
Para a Petrobras, as expectativas do banco permanecem elevadas. O cenário atual indica que a geração de caixa da companhia deve se beneficiar tanto da dinâmica dos preços do petróleo quanto das margens de refino. O banco considera a hipótese de que a Petrobras ajuste os preços domésticos de combustíveis com base nas referências internacionais.
A PRIO teve sua recomendação elevada pelo BBA, sob a justificativa de ser a empresa mais exposta aos movimentos de curto prazo do petróleo. Além disso, a companhia tem demonstrado forte geração de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) e um retorno em caixa atrativo, fatores que contribuem para a revisão positiva.
PetroReconcavo enfrenta desafios, mas busca melhora operacional
A recomendação para a PetroReconcavo permaneceu neutra. Conforme os analistas, a companhia tem enfrentado desafios relacionados ao declínio natural dos campos e à dificuldade em sustentar o crescimento da produção. Por outro lado, a empresa tem trabalhado na redução do risco de execução de projetos, o que pode favorecer uma melhora operacional ao longo do tempo.
Confira as revisões de preço-alvo do Itaú BBA para as petroleiras:
Petrobras (PETR4): Recomendação Compra, preço-alvo revisado de R$ 43 para R$ 64.
PRIO (PRIO3): Recomendação Neutra, preço-alvo revisado de R$ 51 para R$ 74.
PetroRecôncavo (RECV3): Recomendação Neutra, preço-alvo revisado de R$ 13 para R$ 16.

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