Ibovespa tomba 2% com Petrobras e Wall Street em meio a escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31
O Ibovespa (IBOV) sofreu uma forte desvalorização de 2,25% nesta sexta-feira (20), fechando aos 176.219,40 pontos. O principal índice da bolsa brasileira zerou os ganhos da semana, que acumulou um recuo de 0,81%. A aversão ao risco global, impulsionada por novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, foi o principal fator por trás da queda.
Paralelamente, o dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia em alta de 1,79%, cotado a R$ 5,3092. Apesar da forte valorização desta sexta-feira, a moeda americana acumulou uma leve queda de 0,13% frente ao real na semana. O mercado brasileiro operou em um clima de cautela externa, agravado pelo vencimento de opções.
As atenções dos investidores também se voltaram para a Petrobras (PETR4), em meio a preocupações com a ingerência governamental. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a possibilidade de a estatal recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia. Essa declaração, feita ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em um evento em Minas Gerais, adicionou volatilidade às ações da companhia, conforme divulgado pelas fontes.
Petrobras (PETR4) e Medida Provisória pesam no Ibovespa
As ações da Petrobras (PETR4; PETR3) foram um dos principais destaques negativos do dia, com quedas superiores a 2%. A desvalorização foi acentuada após a publicação de uma Medida Provisória pelo governo federal, que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global. PETR4 fechou em queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3.
PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22. O cenário de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional não foi suficiente para sustentar as ações da estatal, que sentiram o impacto das novas medidas governamentais. O mercado acompanha de perto os desdobramentos da política de preços da companhia.
Wall Street em queda e tensões no Irã afetam mercados globais
Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda, refletindo as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã. Trump afirmou que está “no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem perspectiva de cessar-fogo, indicando uma postura firme diante do conflito.
As bolsas americanas registraram perdas significativas: o Dow Jones caiu 0,96%, o S&P 500 recuou 1,51% e o Nasdaq teve desvalorização de 2,01%. A possibilidade de mobilização de forças terrestres dos EUA no Irã, noticiada pela CBS News, também contribuiu para o aumento da incerteza global. O mercado também precifica a manutenção das taxas de juros pelo Federal Reserve até dezembro.
Europa e Ásia acompanham tombo global
Na Europa, os principais índices também fecharam em tom negativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,78%, aos 573,28 pontos, com o temor de um choque inflacionário devido à escalada dos preços do petróleo no radar. Na Ásia, os mercados também operaram em queda. O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,88%, aos 25.277,32 pontos.
O Banco da China manteve suas taxas de juros inalteradas pela décima decisão consecutiva, com a taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) em 3,0% e a de cinco anos em 3,5%. Apesar da estabilidade na política monetária chinesa, o sentimento de aversão ao risco global prevaleceu nos mercados.
Ações em Destaque no Ibovespa
Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4). A Cemig (CMIG4) se destacou com alta de 0,41%, a R$ 12,24, impulsionada pelos resultados do quarto trimestre e a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP). Já a Braskem (BRKM5) liderou as quedas, com recuo de 14,21%, a R$ 10,20, em movimento atribuído à realização de lucros após precificação das mudanças no Regime Especial da Indústria Química (Reiq).

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