Ibovespa sobe com alívio internacional e dólar recua com fala de Trump sobre Irã, enquanto Focus revisa projeções da Selic
O primeiro pregão da semana foi marcado por um otimismo generalizado nos mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanhou o desempenho positivo de Wall Street e encerrou o dia em alta expressiva. A euforia foi impulsionada principalmente pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram uma possível resolução rápida para as tensões no Oriente Médio, afetando diretamente o preço do petróleo e a confiança dos investidores.
Essa melhora no cenário internacional teve um impacto direto na moeda brasileira. O dólar à vista registrou uma queda significativa, refletindo o apetite por risco dos investidores e a busca por ativos em mercados emergentes. Internamente, o mercado de juros também esteve em foco com a divulgação do Relatório Focus, que trouxe novas projeções para a taxa Selic.
Enquanto as atenções globais se voltavam para o Oriente Médio, o cenário político brasileiro também gerou movimentações. Pesquisas eleitorais divulgadas trouxeram dados sobre as intenções de voto para as próximas eleições, adicionando uma camada de incerteza ao ambiente de negócios local. Acompanhe os detalhes que moldaram o dia nos mercados.
Ibovespa reage positivamente a declarações de Trump sobre o Irã
O Ibovespa (IBOV) fechou a sessão desta segunda-feira (9) com uma valorização de 0,86%, atingindo os 180.915,36 pontos. A alta foi impulsionada pela percepção de que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã estaria próximo do fim, um fator que aliviou as tensões globais e estimulou o apetite por risco. As ações de empresas ligadas a commodities e setores mais sensíveis ao cenário internacional se beneficiaram dessa melhora.
Na ponta positiva do índice, a Eneva (ENEV3) se destacou com um avanço de 5,03%, cotada a R$ 21,21. A recomendação de compra iniciada pelo Goldman Sachs para as ações da empresa contribuiu para o desempenho positivo. Por outro lado, a MRV&Co (MRVE3) liderou as quedas, recuando 7,85% e fechando a R$ 8,57, após a divulgação de resultados mistos do quarto trimestre de 2025, que geraram reações negativas entre analistas.
Dólar cai e mercado de juros reage a projeções do Relatório Focus
O dólar à vista (USDBRL) encerrou o dia em queda de 1,52%, negociado a R$ 5,1641. A desvalorização da moeda americana frente ao real reflete o cenário internacional mais calmo e a busca por ativos de maior retorno em economias emergentes. A diminuição da aversão ao risco no exterior favoreceu a entrada de capital estrangeiro no Brasil.
No âmbito doméstico, o mercado de juros acompanhou as projeções do Relatório Focus. Economistas revisaram para cima as estimativas para a taxa Selic terminal em 2026, elevando-a de 12% para 12,13%. Essa mudança reflete as incertezas quanto ao ritmo de cortes futuros da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), especialmente em virtude dos desdobramentos no Oriente Médio. As projeções para 2027, 2028 e 2029 mantiveram-se em 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.
Mercados internacionais em compasso de espera com fala de Trump
Os índices de Wall Street apresentaram recuperação após as declarações do presidente Donald Trump à CBS News, onde ele expressou confiança de que a guerra com o Irã estaria “praticamente concluída”. Essa sinalização de fim de conflito trouxe alívio aos mercados globais, que vinham sendo pressionados pela escalada das tensões. O petróleo, que chegou a superar os US$ 100 o barril, perdeu força ao longo do dia, com o Brent para maio fechando em alta de 6,8%, a US$ 98,96.
Após as falas de Trump, os contratos futuros de petróleo Brent operavam em queda de 3%, a US$ 90,20 o barril. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,50%, o S&P 500 avançou 0,83% e a Nasdaq registrou alta de 1,38%. Na Europa, o índice Stoxx 600 fechou em queda de 0,63%, impactado pela alta do petróleo e pelos desdobramentos no Oriente Médio. Na Ásia, os mercados também terminaram o dia no vermelho, com o Nikkei japonês caindo 5,20% e o Hang Seng de Hong Kong recuando 1,35%.
Pesquisa eleitoral aponta liderança de Flávio Bolsonaro
No cenário político interno, a pesquisa eleitoral Realtime/Bigdata, divulgada pela manhã, indicou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança das intenções de voto para a disputa eleitoral deste ano, com 38%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em segundo lugar com 34%. Esses dados adicionam um elemento de incerteza ao mercado local, que monitora de perto o desenrolar do cenário político para as próximas eleições.

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