Mercados globais em compasso de espera com alta do petróleo e dados de inflação dos EUA
O Ibovespa (IBOV) opera em um cenário de apreensão nesta sexta-feira, com os investidores voltando suas atenções para o **PCE (Personal Consumption Expenditures)**, o índice de inflação preferido do Federal Reserve dos Estados Unidos. A divulgação deste indicador é vista como crucial para moldar as próximas decisões do Fed em relação à política monetária, especialmente no que tange ao ritmo de possíveis aumentos nas taxas de juros.
Paralelamente, a escalada das tensões no Oriente Médio impulsiona o preço do petróleo a patamares de **US$ 100 o barril**, adicionando uma camada extra de incerteza aos mercados financeiros globais. Este cenário de volatilidade também se reflete nas bolsas asiáticas, que encerraram a sessão em baixa, reflexo dos receios de que um conflito prolongado na região possa afetar o fornecimento de energia e, consequentemente, a economia mundial.
No Reino Unido, dados econômicos relevantes como o **PIB, a balança comercial e a produção industrial** serão divulgados, oferecendo um panorama completo da saúde da economia britânica. Na Zona do Euro, o mercado também acompanhará de perto os números da produção industrial. Essas informações, combinadas com a evolução do conflito no Oriente Médio, moldarão o sentimento dos investidores nas próximas horas, conforme divulgado em resumos de mercado.
Petrobras adere à subvenção do diesel e Gol prevê repasse de custos
Em meio ao cenário de alta do petróleo, a **Petrobras (PETR4)** anunciou que seu conselho de administração aprovou a adesão da estatal ao programa de subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel de uso rodoviário. Segundo fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (12), a companhia considera a adesão compatível com o interesse da empresa, diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional.
O presidente-executivo da **Gol (GOLL54)**, Celso Ferrer, comentou que o setor aéreo brasileiro possui recursos para lidar com a volatilidade gerada pela alta do petróleo, mas admitiu que **repasses aos preços das passagens aéreas devem ocorrer**. Ferrer afirmou que a empresa está preparada para absorver choques de custo no curtíssimo prazo, mas que a sustentabilidade do negócio pode exigir ajustes.
Bolsas asiáticas em queda e Irã sinaliza controle sobre Estreito de Ormuz
As **bolsas asiáticas** fecharam em baixa nesta sexta-feira, impulsionadas pelo novo salto nos preços do petróleo, que reacendeu os temores sobre a segurança energética global. O índice japonês Nikkei caiu 1,16%, o sul-coreano Kospi recuou 1,72%, o Hang Seng em Hong Kong cedeu 0,98% e o Taiex em Taiwan registrou queda de 0,54%.
Adicionalmente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que os navios deverão se coordenar com a marinha iraniana para atravessar o **Estreito de Ormuz**. Essa declaração aumenta a preocupação com a livre navegação em uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo e pode intensificar as tensões geopolíticas na região.
Randon e Ânima reportam prejuízos no quarto trimestre
A fabricante de implementos rodoviários **Randon (RAPT4)** registrou um prejuízo líquido de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 118 milhões do mesmo período do ano anterior. A empresa atribuiu o resultado à queda expressiva de mercado, aumento das despesas financeiras e a um maior patamar de eventos não recorrentes.
Outra empresa a reportar prejuízo foi a **Ânima (ANIM3)**, que teve um resultado líquido negativo de R$ 18,1 milhões no quarto trimestre de 2025. O desempenho foi afetado pelo aumento das despesas financeiras, apesar de a receita líquida consolidada do grupo de educação ter crescido 8,6% na comparação anual, impulsionada pelo bom desempenho de suas unidades.

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