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Ibovespa Sobe com Petrobras em Destaque, Dólar Avança a R$ 5,25 em Meio a Tensão no Oriente Médio

Ibovespa encerra em alta com força da Petrobras, enquanto dólar sobe; veja os motivos

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em leve alta nesta terça-feira (24), impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras. O índice registrou um avanço de 0,32%, atingindo 182.509,14 pontos. No mesmo dia, o dólar à vista apresentou valorização, terminando as negociações a R$ 5,2533, com alta de 0,28%.

A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central trouxe novos ares ao mercado. O documento referente à decisão de março, que reduziu a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano, indicou que o corte de 0,25% foi considerado o mais adequado no momento.

O Copom também reconheceu os riscos altistas para a inflação no curto prazo, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio. O ciclo de ajustes na taxa de juros deve continuar, mas a magnitude e duração dependerão da evolução das tensões geopolíticas. O mercado interpretou a ata como tendo um tom mais brando, sem sinalizar uma interrupção imediata no afrouxamento monetário, e a possibilidade de cortes maiores de 0,50 ponto porcentual permanece no radar, apesar das incertezas.

Adicionalmente, o Ministério da Fazenda anunciou mudanças em sua estrutura. O novo ministro, Dario Durigan, escolheu Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional, para assumir a posição de secretário-executivo da pasta. Daniel Leal, subsecretário da dívida pública, foi promovido para comandar o Tesouro Nacional.

Petrobras impulsiona Ibovespa em dia de cautela externa

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) foram o grande destaque positivo do dia na B3, impulsionadas pela alta do preço do petróleo no mercado internacional. Os papéis PETR4 subiram 2,69%, fechando a R$ 47,27, enquanto PETR3 avançou 2,51%, cotada a R$ 51,95. Essa performance contrastou com o desempenho de Wall Street.

No cenário corporativo, a Minerva Foods (BEEF3) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 4,55% e o papel negociado a R$ 4,14. O movimento ocorreu após uma forte desvalorização recente, em função da divulgação do balanço trimestral da companhia.

Por outro lado, a ponta negativa do índice foi liderada pela Azzas 2154 (AZZA3), que registrou queda de 2,83%, encerrando o pregão a R$ 26,80.

Wall Street em queda e tensões geopolíticas no Oriente Médio

Os principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta terça-feira, refletindo as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. Declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, negando negociações com os Estados Unidos para o fim da guerra e classificando informações sobre uma ‘trégua’ como ‘fake news’ para acalmar o mercado financeiro, aumentaram a apreensão.

O presidente Donald Trump havia anunciado anteriormente uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura iraniana, mencionando conversas ‘muito boas e produtivas’ com o Irã. No entanto, as declarações do líder iraniano lançaram dúvidas sobre o avanço diplomático.

O índice Dow Jones caiu 0,18%, o S&P 500 recuou 0,37%, e o Nasdaq apresentou a maior queda, com 0,84%. A desconfiança sobre a resolução das hostilidades no Oriente Médio continuou a pesar sobre os mercados americanos.

Mercados europeus e asiáticos com desempenho misto

Na Europa, os mercados apresentaram um desempenho majoritariamente positivo, mesmo diante das incertezas envolvendo as negociações entre EUA e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,43%, aos 579,28 pontos.

Já na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, apesar de ter avançado 1,43% e atingido 52.252,28 pontos, o movimento de queda foi observado em outros mercados asiáticos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,79%, alcançando 25.063,71 pontos, indicando um cenário misto na região.

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