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Ibovespa Tenta Segurar 190 Mil Pontos: Blue Chips em Queda e Aversão ao Risco Global Pressionam Bolsa Brasileira

Ibovespa em Cena de Atenção: Bolsa Brasileira Flutua com Correção de Gigantes e Cenário Internacional Incerto

O Ibovespa (IBOV) enfrenta um pregão de instabilidade nesta quinta-feira (26), com o índice buscando manter a marca dos 190 mil pontos. A pressão vem da desvalorização de importantes blue chips, as ações de maior peso no mercado, e de um sentimento geral de aversão ao risco que também se reflete em Wall Street, nos Estados Unidos.

No pico da queda intradia, o Ibovespa chegou a registrar uma retração de 1,19%, atingindo os 188.976,57 pontos. Por volta das 13h37 (horário de Brasília), o índice operava em baixa de 0,38%, negociado aos 190.519,41 pontos, demonstrando a volatilidade do momento.

O cenário doméstico e o comportamento dos mercados internacionais se entrelaçam, criando um ambiente de cautela para os investidores. A divulgação de resultados de empresas e indicadores econômicos chave, como o IGP-M, somam-se às incertezas globais, como as tensões geopolíticas e o debate sobre a bolha da inteligência artificial. Conforme informações divulgadas, o Ibovespa tenta sustentar 190 mil pontos diante desses fatores.

Temporada de Balanços e IGP-M: Sinalizações Mistas no Radar

No âmbito nacional, a atual temporada de balanços apresenta resultados divergentes. A Marcopolo (POMO4) se destacou positivamente, com suas ações em alta de cerca de 4% após divulgar um lucro acima do esperado pelo mercado. Em contrapartida, a Rede D’Or (RDOR3) registrou uma performance negativa, perdendo mais de 5% de seu valor.

Adicionalmente, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) apresentou uma queda de 0,73% em fevereiro. Este resultado foi mais acentuado do que as projeções do mercado e reverteu a alta de 0,41% observada em janeiro, impulsionado por um forte recuo nos preços no atacado.

Aversão ao Risco Global: IA, Geopolítica e Wall Street em Foco

No cenário internacional, as bolsas de valores americanas, como o S&P 500 e o Nasdaq, abriram em queda. Essa reação morna ocorre mesmo após a divulgação de resultados robustos pela Nvidia, gigante do setor de semicondutores, na quarta-feira (25). Investidores continuam ponderando os riscos associados à inteligência artificial (IA).

A equipe da Ágora Investimentos observou que os investidores globais mostram-se mais céticos em relação à tese da IA e seus impactos em outros setores. A projeção da Nvidia para 2026, segundo a corretora, parece ter sido “pouco convincente”, alimentando receios. “Em meio a incertezas globais, os ativos (brasileiros) tendem a mostrar desempenho contido também”, alertou a Ágora em relatório.

As tensões geopolíticas também pesam no sentimento do mercado. Os investidores acompanham de perto as negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano, o que tem gerado volatilidade no preço do petróleo.

Destaques de Alta e Baixa no Ibovespa e o Comportamento do Dólar

Na ponta negativa do Ibovespa, a Rede D’Or (RDOR3) lidera as perdas, com queda superior a 5%. Apesar de reportar um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, um aumento de 39,2% em relação ao ano anterior, o resultado ficou aquém das expectativas dos analistas. Já na liderança da alta, a C&A (CEAB3) sobe mais de 5%, recuperando-se de uma forte queda na véspera, após divulgar um resultado do quarto trimestre de 2025 considerado fraco pelo mercado.

As ações de maior peso no índice, como Vale (VALE3), recuam mais de 1%. Em contrapartida, a Petrobras (PETR4) opera em território positivo, com alta de 0,4%, acompanhando a recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional.

O dólar, por sua vez, opera em alta frente às principais moedas globais, como o euro e a libra, com o índice DXY acima de 97 pontos. Dados sobre o auxílio-desemprego nos EUA indicaram estabilidade no mercado de trabalho americano, reforçando o sentimento de aversão ao risco. Por volta das 13h25 (horário de Brasília), o DXY subia 0,14%, aos 97.844 pontos. Frente ao real, o dólar seguia essa tendência externa, cotado a R$ 5,1433, com alta de 0,35%, após atingir a máxima intradia de R$ 5,1606 (+0,69%).

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