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IPCA e Guerra no Oriente Médio: Como a Inflação e o Conflito Geopolítico Moldam o Futuro da Selic e o Ibovespa Hoje

Brasil no Radar: Inflação e Geopolítica Ditando o Ritmo da Economia

Nesta quinta-feira, 12 de outubro, o Brasil volta a ser o centro das atenções dos investidores globais, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro. Estes dados, que ainda não refletem totalmente o impacto recente da alta do petróleo, são cruciais para entender a trajetória da inflação no país.

A expectativa do mercado, segundo a Warren, aponta para uma elevação de 0,61% no IPCA em fevereiro, o que levaria a inflação acumulada em 12 meses para 3,72%. Este resultado, se confirmado, indicaria uma desaceleração em comparação com janeiro, quando o índice acumulado em 12 meses registrou 4,44%.

Acompanhar de perto esses números é fundamental, especialmente com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para a próxima semana. O Banco Central planeja iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, mas o temor de um choque inflacionário vindo do Oriente Médio tem dividido as opiniões sobre o ritmo dos cortes na taxa Selic, com estimativas variando entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.

Impacto da Geopolítica nos Mercados Globais

O cenário internacional é dominado pela escalada dos preços do petróleo, impulsionada pela expansão da guerra no Oriente Médio. Ataques a petroleiros no Iraque e o consequente fechamento de portos na região aumentam os riscos de interrupção no fornecimento global de energia, elevando os preços da commodity para perto de US$ 90 o barril, apesar dos esforços da Agência Internacional de Energia (AIE) em liberar reservas.

As bolsas asiáticas fecharam em queda, enquanto os mercados europeus operam sem direção definida. Os futuros de Wall Street também apontam para uma abertura negativa, refletindo o nervosismo global com as tensões geopolíticas e seus efeitos na inflação e no crescimento econômico.

Desempenho da Bolsa Brasileira e Dólar

No pregão anterior, o Ibovespa (IBOV) encerrou com uma alta de 0,28%, atingindo 183.969,35 pontos. O dólar à vista (USDBRL) também registrou leve valorização, fechando a R$ 5,1593, com alta de 0,03%. O ETF brasileiro negociado em Nova York, o iShares MSCI Brazil (EWZ), apresentava leve queda no pré-market.

Agenda Econômica do Dia

A agenda econômica desta quinta-feira inclui a divulgação do IPCA no Brasil, às 9h, e indicadores importantes nos Estados Unidos, como a balança comercial e os pedidos de auxílio-desemprego, às 9h30. No âmbito político, a agenda do presidente Lula e de seus ministros detalha compromissos relacionados a infraestrutura e comunicação.

Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, terá reuniões importantes, incluindo um encontro com o Embaixador da Rússia e participação em sessões do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), demonstrando o foco em temas econômicos relevantes. A divulgação dos balanços de empresas como Magazine Luiza, Anima e Energisa também movimenta o mercado brasileiro.

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