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IR 2026: Informe de Rendimentos Chega Mais Cedo em Fevereiro; Veja Prazo para Evitar Multas e Malha Fina

Imposto de Renda 2026: entenda por que o informe de rendimentos chega antes e o que fazer para não cair na malha fina

A declaração do Imposto de Renda de 2026 já exige atenção dos contribuintes, mesmo estando apenas em fevereiro. Um prazo crucial está no radar: as fontes pagadoras, como empresas, bancos, corretoras, operadoras de saúde e o INSS, devem disponibilizar o informe de rendimentos até o dia 27 de fevereiro.

Este documento, que resume seus ganhos e impostos retidos no ano-base 2025, é fundamental para preencher a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Historicamente, a entrega da declaração começa em março, mas a antecipação do recebimento do informe é essencial para evitar erros e pendências.

A antecipação ocorre porque o dia 28 de fevereiro de 2026 cai em um sábado. Seguindo a regra que determina a entrega até o último dia útil de fevereiro, o prazo final para o informe de rendimentos acaba sendo postergado para a sexta-feira, dia 27. Conforme informação divulgada por fontes especializadas em tributação, a organização antecipada é vital para a correta prestação de contas ao Fisco.

O que é o informe de rendimentos e sua importância

O informe de rendimentos é um extrato oficial que detalha todos os valores recebidos ao longo do ano anterior e o imposto que já foi descontado. Para quem tem carteira assinada, o documento abrange salários, bônus, férias, 13º salário, imposto retido na fonte e contribuições ao INSS.

Aposentados e pensionistas recebem o informe diretamente do INSS, com a discriminação dos benefícios pagos. Já bancos e corretoras fornecem informações sobre rendimentos de aplicações financeiras, como CDBs, fundos e ações, além do imposto retido sobre esses ganhos.

Operadoras de saúde, por sua vez, informam os valores pagos em planos e despesas médicas, que podem ser utilizados como dedução no Imposto de Renda. Todas essas informações são repassadas à Receita Federal, que cruza os dados com a declaração do contribuinte.

Como evitar a malha fina com o informe de rendimentos

O cruzamento de dados entre o informe de rendimentos e a declaração do contribuinte é o ponto onde podem surgir divergências, levando o declarante à temida malha fina. Por isso, o informe de rendimentos é a ferramenta principal para conferir se a declaração está correta e completa, incluindo a versão pré-preenchida.

Caso o documento não seja recebido até o prazo estipulado, a recomendação é solicitar formalmente à fonte pagadora e guardar o comprovante dessa solicitação. A falta de entrega ou o envio com erros do informe de rendimentos sujeita empresas e instituições a multas de R$ 41,43 por documento.

Para o contribuinte, o principal risco é informar valores incorretos, o que pode gerar pendências junto à Receita Federal. Uma alternativa para verificar os rendimentos vinculados ao CPF é consultar o Portal e-CAC, utilizando o login Gov.br nos níveis prata ou ouro, já que as fontes pagadoras são obrigadas a enviar os dados ao Fisco.

Guarde seus comprovantes por pelo menos cinco anos

É fundamental guardar o informe de rendimentos e todos os comprovantes relacionados à declaração do Imposto de Renda por, no mínimo, cinco anos. Este é o período em que a Receita Federal pode questionar as informações prestadas.

É importante ressaltar que as recentes alterações na legislação do IR, que isentam rendas de até R$ 5 mil e reduzem o tributo para quem ganha até R$ 7.350, só entrarão em vigor a partir do próximo ano. Portanto, elas não afetam a declaração referente ao ano-base 2025, para a qual o informe de rendimentos de fevereiro é essencial.

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