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Irã Afirma Ter Atingido Gabinete de Netanyahu e Quartel-General da Força Aérea; Rússia e EUA Reagem ao Conflito no Oriente Médio

Irã reivindica ataques a alvos israelenses e aumenta tensão no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã declarou, nesta segunda-feira (2), ser responsável por um ataque com mísseis direcionado ao gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e ao quartel-general da Força Aérea israelense. A ação, descrita pelo exército ideológico iraniano como um ataque ao “gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista e à sede do comandante da força aérea do regime”, foi divulgada pela agência Fars.

Segundo a Guarda Revolucionária, os mísseis também teriam atingido edifícios governamentais em Tel Aviv e instalações militares e de segurança em Jerusalém Oriental e Haifa. Até o momento, Israel não confirmou oficialmente a ocorrência desses ataques. Explosões foram relatadas durante a madrugada em Teerã, Karaj e Sanandaj, conforme informações da Fars News Agency.

Esses eventos ocorrem em um momento de alta volatilidade no Oriente Médio, com repercussões globais. A Rússia, por meio do Kremlin, informou manter comunicação constante com a liderança iraniana sobre a “agressão direta” contra Teerã e manifestou profunda decepção com os acontecimentos recentes. O presidente Vladimir Putin condenou o que chamou de assassinato “cínico” do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

O Ministério das Relações Exteriores russo acusou os Estados Unidos e Israel de conduzirem o Oriente Médio a um “abismo de escalada descontrolada”. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que Moscou está avaliando a situação e tirando suas próprias conclusões, criticando o fracasso das negociações mediadas por Omã que, segundo a Rússia, demonstravam progresso. A posição russa ressalta a complexidade diplomática e a preocupação com a instabilidade crescente na região.

EUA e Reino Unido em meio à crise

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump expressou “muita decepção” com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por uma recusa inicial em permitir o uso da base aérea de Diego Garcia para ataques contra o Irã. Posteriormente, Starmer autorizou o uso da base para “ataques defensivos” solicitados pelos EUA, indicando a intricada rede de alianças e pressões no cenário internacional. A decisão britânica reflete a pressão exercida pelos aliados em face da escalada do conflito.

Impactos econômicos e no setor de viagens

O conflito no Oriente Médio já provoca efeitos significativos na economia global. Os preços do petróleo registraram uma alta de 7%, enquanto voos em importantes hubs aéreos do Oriente Médio, como Dubai e Doha, foram interrompidos pelo terceiro dia consecutivo. Empresas de viagens e turismo enfrentam quedas acentuadas em suas ações, com TUI (-7%), IAG (-9%), Lufthansa e Air France-KLM (-7%) apresentando perdas. Companhias aéreas norte-americanas também sofreram desvalorização de cerca de 5% no pré-market.

Operadoras asiáticas também foram afetadas, com cancelamentos reportados pela Cathay Pacific, Singapore Airlines, Japan Airlines e diversas companhias chinesas. Passageiros relatam caos em aeroportos e dificuldades para remarcar suas viagens, evidenciando a disrupção logística causada pela instabilidade na região. A interrupção de rotas aéreas e a incerteza sobre a segurança afetam diretamente o setor de turismo e a conectividade global.

Questão nuclear e sanções sob escrutínio

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou não possuir evidências de que instalações nucleares iranianas tenham sido atingidas pelos ataques recentes. No entanto, o representante iraniano na agência, Reza Najafi, alegou que o complexo de Natanz foi alvo. O programa nuclear do Irã é frequentemente citado por Israel e EUA como uma justificativa para suas ações, sob o argumento de que Teerã estaria próximo de desenvolver armas atômicas. A AIEA monitora de perto a situação para garantir a transparência e a segurança das atividades nucleares.

Por outro lado, o ex-conselheiro de segurança norte-americano John Bolton sugeriu que as sanções contra o Irã poderiam ser levantadas, dependendo da configuração governamental após o assassinato de Khamenei. No curto prazo, a expectativa é de aumento nos preços do petróleo devido à interrupção do fluxo de suprimentos. Contudo, a eventual suspensão de sanções futuras poderia levar a uma redução no preço das commodities. A dinâmica das sanções e sua potencial remoção são fatores cruciais para a estabilidade econômica regional e global.

Reações regionais e fechamento de mercados

A crise no Oriente Médio se estende por diversos países. O Bahrein anunciou ter interceptado 61 mísseis e 34 drones de origem iraniana, enquanto o Catar recomendou que sua população permanecesse em casa. Israel realizou ataques em Beirute após disparos do Hezbollah, e a milícia xiita iraquiana Saraya Awliya al-Dam reivindicou um ataque com drones contra tropas americanas em Bagdá. Em resposta à escalada, os mercados financeiros nos Emirados Árabes Unidos, incluindo Abu Dhabi, Dubai e a Nasdaq de Dubai, permanecerão fechados até terça-feira (3) em função do conflito.

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