Juros futuros avançam com petróleo em meio aos desdobramentos do conflito no Irã em foco
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quarta-feira (11) com alta, especialmente nos contratos de curto prazo. Investidores voltaram a operar influenciados pelas notícias sobre a guerra no Oriente Médio, que gerou volatilidade no mercado.
A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 13,13%, um avanço de 12 pontos-base em relação ao dia anterior. Na ponta mais longa da curva, o contrato para janeiro de 2035 marcou 13,655%, com uma leve elevação de 1 ponto-base.
Esse movimento de alta nos DIs acompanhou a valorização firme dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). A pressão veio da alta do petróleo, que reacende temores sobre a inflação nos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, subia 7 pontos-base, alcançando 4,21%.
Tensões no Oriente Médio impulsionam o petróleo e aversão ao risco
As ações do Irã na guerra contra Israel e os Estados Unidos deram um suporte inicial ao petróleo e ao dólar no início do dia. Isso impulsionou a curva de juros no Brasil, alimentando temores sobre o impacto do conflito na inflação global.
O Irã disparou contra Israel e outros alvos na região, prometendo mirar interesses econômicos e bancários ligados aos EUA e Israel. O país alertou que os preços do petróleo poderiam chegar a US$ 200 o barril devido aos ataques.
No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a escalada, afirmando que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra no país terminaria em breve. Ele já havia previsto um desfecho no curto prazo anteriormente.
Em uma tentativa de conter a disparada dos preços, a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história.
Dados de varejo e cenário político local trazem nuances
Enquanto o cenário internacional agitava os mercados, dados locais trouxeram outras perspectivas. As vendas no varejo em janeiro registraram um aumento de 0,4% em relação a dezembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, as vendas cresceram 2,8%, superando as projeções de economistas que previam queda mensal de 0,1% e alta anual de 1,65%.
No campo político, uma nova pesquisa Genial/Quaest apontou uma aproximação entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de primeiro turno para a eleição presidencial.
Lula aparece com 36% a 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra entre 30% e 35%. Em uma simulação de segundo turno, ambos somam 41%, com margem de erro de dois pontos percentuais.

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