Mercado financeiro brasileiro reage positivamente a sinais de trégua no Oriente Médio e à queda da moeda americana.
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), que refletem as expectativas para os juros futuros, encerraram a segunda-feira (9) com movimentos distintos. Enquanto as taxas de curto prazo oscilaram próximas da estabilidade, as de longo prazo apresentaram queda, revertendo altas iniciais.
Essa reversão ocorreu em sintonia com o firme recuo do dólar ante o real e após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o conflito no Oriente Médio está “praticamente concluído”. A notícia trouxe alívio aos investidores, que temiam um impacto inflacionário global.
A desescalada das tensões no Irã, aliada à valorização da moeda brasileira, contribuiu para a redução dos prêmios na curva brasileira de juros. Conforme informação divulgada pela fonte, com o dólar oscilando abaixo dos R$ 5,17 no fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou 13,19%, com leve elevação de apenas 2 pontos-base.
Juros longos em queda e o impacto da guerra no petróleo
Na ponta mais longa da curva de juros, a taxa do DI para janeiro de 2035 registrou uma queda mais expressiva, atingindo 13,765%, com recuo de 9 pontos-base. Essa movimentação reflete um otimismo crescente quanto a um cenário de menor volatilidade internacional.
No fim de semana, a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai como líder supremo no Irã sinalizou a continuidade da linha-dura em Teerã. Contudo, a declaração de Trump, afirmando que a guerra está “praticamente concluída”, eclipsou essa notícia.
A escalada inicial do conflito havia levado os preços do petróleo a se aproximarem de US$ 120 o barril, um patamar não visto desde meados de 2022. Essa alta gerou preocupações sobre um possível impulso inflacionário global, impactando também a economia brasileira.
Dólar em queda e o alívio nos mercados
No início do dia, a alta do dólar ante o real chegou a impulsionar a taxa do DI para janeiro de 2028 para a máxima de 13,480% às 9h57. No entanto, a perda de força da moeda americana reverteu essa tendência, reduzindo a pressão sobre os juros futuros.
Trump declarou em entrevista à CBS que acredita que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os EUA estão “muito à frente” do cronograma inicial. Essa declaração foi crucial para a reversão do quadro.
O resultado foi a reaproximação das taxas curtas de juros à estabilidade, enquanto as taxas longas cederam. O dólar também renovou as menores cotações do dia, refletindo o alívio no cenário geopolítico.
Mercados internacionais acompanham desaceleração
No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries americanos, que servem de referência global, também apresentaram queda. Às 16h43, o rendimento do Treasury de dez anos recuava 3 pontos-base, atingindo 4,1%.
A expectativa de um fim para o conflito no Irã e a consequente queda do dólar e dos juros futuros no Brasil indicam um movimento de busca por maior estabilidade nos investimentos, com atenção voltada para os próximos desdobramentos da política externa americana e seus reflexos na economia global.

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