Kepler Weber (KEPL3) e GPT estendem negociações de R$ 11 por ação até 2026: O que muda para acionistas?
A Kepler Weber (KEPL3), gigante do setor de armazenamento de grãos, anunciou uma nova prorrogação no prazo de exclusividade para negociações com a GPT (Grain & Protein Technologies). A extensão visa dar mais tempo para que as partes definam os termos de uma potencial combinação de negócios.
A decisão de estender o período de negociações, que agora vai até 27 de fevereiro de 2026, indica que os detalhes da transação ainda estão em discussão. O prazo anterior para a exclusividade terminava em 15 de fevereiro.
A proposta inicial da GPT, que tem sede nos Estados Unidos, foi de R$ 11 por ação da Kepler Weber. Caso a negociação avance e seja aprovada, a operação pode resultar na saída da Kepler Weber da B3. Conforme comunicado oficial, a notícia traz a informação de que a extensão do prazo foi acordada entre as empresas.
Detalhes da Proposta e Impacto para Acionistas
A potencial combinação de negócios prevê que a totalidade das ações ordinárias da Kepler Weber seja incorporada por uma sociedade controlada pela GPT Brasil. Os atuais acionistas da Kepler Weber teriam a opção de receber, em troca de suas ações, ações preferenciais resgatáveis da nova empresa, classificadas como Classe A ou Classe B, de acordo com sua escolha.
Posteriormente, estas ações preferenciais resgatáveis seriam obrigatoriamente resgatadas pela nova companhia. O acionista teria então duas alternativas principais para a relação de troca. Uma delas é o recebimento de 100% em dinheiro, no valor de R$ 11 por cada ação preferencial Classe A da nova empresa.
A outra opção envolve uma combinação de ações e dinheiro. Neste caso, o acionista receberia 0,4662 ações ordinárias de emissão da GPT Brasil, além de um pagamento em dinheiro de R$ 8,01 por cada ação preferencial Classe B da nova companhia. Essa estrutura, se aprovada, tornará a Kepler Weber uma subsidiária integral da nova empresa.
Kepler Weber Pode Deixar a B3 e Ter Registro na CVM Alterado
Com a concretização da transação nos moldes propostos, a Kepler Weber deve deixar o Novo Mercado da B3, segmento de listagem com os mais altos padrões de governança corporativa. Essa mudança é uma consequência direta da estrutura de controle proposta pela GPT.
Além disso, após o fechamento do negócio, o registro de companhia aberta da Kepler Weber perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) poderá ter sua categoria convertida para “B” ou ser cancelado. Essa decisão ficará a critério exclusivo da GPT, o que reforça a mudança de controle e estratégia da empresa.
Ausência de Documento Vinculante e Possibilidade de Mudanças
É fundamental ressaltar que, até o momento, não há nenhum documento vinculante assinado pelas partes envolvidas. Isso significa que os termos apresentados para a potencial transação ainda são sujeitos a alterações. A negociação está em fase de diligência e aprovações internas e regulatórias.
A prorrogação do prazo de exclusividade demonstra a complexidade da operação e a necessidade de ambas as empresas para alinharem todos os pontos antes de um acordo definitivo. Os acionistas da Kepler Weber devem acompanhar os desdobramentos desta negociação, que pode redefinir o futuro da companhia no mercado de capitais.

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