Klabin Apresenta Resultados do 4T25 com Lucro Líquido Reduzido e Ebitda Estável
A Klabin, uma das maiores produtoras de papel e celulose do Brasil, divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25). A companhia registrou um lucro líquido de R$ 168 milhões, o que representa uma expressiva queda de 69% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o 4T24.
Apesar da retração no lucro líquido, o desempenho operacional da Klabin mostrou resiliência em outros indicadores. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado permaneceu praticamente estável, totalizando R$ 1,83 bilhão entre outubro e dezembro. A margem Ebitda se manteve em 35%, demonstrando a capacidade da empresa em gerar caixa operacional.
Os analistas de mercado, em média, esperavam um Ebitda ajustado de R$ 1,99 bilhão, segundo dados da LSEG. A receita líquida da Klabin no período somou R$ 5,17 bilhões, apresentando um recuo de 2% na comparação anual, embora o volume de vendas tenha registrado um leve avanço de 1%.
Impacto das Paradas de Manutenção nas Operações
Um dos fatores que influenciaram os resultados da Klabin no 4T25 foram as paradas gerais de manutenção programadas em suas unidades industriais. A planta de Ortigueira, responsável pela produção de celulose e papéis, passou por uma parada de 12 dias, com um custo direto de R$ 178 milhões. Já a unidade de Correia Pinto, focada na produção de containerboard, teve uma parada de 10 dias e um custo direto de R$ 14 milhões.
Essas manutenções planejadas, essenciais para a continuidade e eficiência das operações, tiveram um impacto direto no volume de produção. Conforme informado pela companhia, o volume total de produção líquida de celulose e papéis no 4T25 foi de 1,04 milhão de toneladas, uma redução de 20 mil toneladas em relação ao mesmo trimestre de 2024, refletindo diretamente o impacto dessas paradas.
Endividamento da Klabin em Declínio
Em relação à sua estrutura de capital, a Klabin apresentou uma melhora significativa em seu endividamento. Ao final de dezembro, a dívida líquida da companhia era de R$ 25,9 bilhões, uma redução de 22% em comparação com os R$ 33,3 bilhões registrados um ano antes. Essa diminuição reflete uma gestão financeira prudente e o foco em desalavancagem.
O índice de alavancagem em dólar, que mede a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado, encerrou o trimestre em 3,3 vezes. Este índice apresentou uma queda de 0,6 vez na comparação anual, indicando uma posição financeira mais robusta e menor risco para a empresa. Os resultados foram divulgados com informações da Reuters.

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