Defesa de Bolsonaro questiona laudo médico da PF sobre permanência na Papudinha
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou contestações significativas em relação à interpretação de um laudo médico elaborado pela Polícia Federal. Segundo os advogados, o documento não estabelece de maneira conclusiva que o atual regime de custódia seja compatível com as condições de saúde do ex-mandatário, que cumpre pena no Distrito Federal.
O parecer médico, que foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tornado público por decisão do magistrado, analisa o quadro clínico de Bolsonaro. A perícia foi solicitada no âmbito do pedido da defesa para a conversão da pena para o regime domiciliar, com base em argumentos humanitários.
As informações divulgadas indicam que o laudo da PF aponta a existência de doenças crônicas em Bolsonaro, como hipertensão arterial, apneia do sono, obesidade clínica, aterosclerose e doença do refluxo. No entanto, os peritos avaliaram que o quadro está sob controle e não há indicação de internação hospitalar imediata, desde que os cuidados médicos contínuos sejam mantidos, conforme divulgado pela fonte do conteúdo.
Detalhes do parecer e as exigências da defesa
No laudo, os médicos da Polícia Federal sugeriram uma série de medidas para o acompanhamento da saúde de Jair Bolsonaro. Entre elas, estão ajustes terapêuticos, avaliação nutricional, prática regular de atividade física e fisioterapia. Os peritos também indicaram a necessidade de adaptações no espaço físico onde ele se encontra, como a instalação de barras de apoio, uma campainha de emergência e sistemas de monitoramento em tempo real.
Apesar das recomendações, a defesa de Bolsonaro sustenta, em nota oficial, que o parecer “se limita a afastar a necessidade de hospitalização imediata”. Os advogados argumentam que o documento não resolve a questão central sobre a adequação do ambiente carcerário às exigências clínicas apresentadas pelo ex-presidente. É crucial notar que a análise médica, segundo a defesa, ainda não está finalizada, pois aguarda a manifestação do profissional indicado como assistente técnico pela própria defesa.
Próximos passos e a decisão de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para que os advogados de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República apresentem suas manifestações. Somente após essas considerações é que o magistrado tomará uma decisão sobre o caso. Essa etapa é fundamental para definir os próximos passos em relação à condição de saúde e regime de cumprimento de pena de Jair Bolsonaro.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele cumpre sua pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, uma área interna do Complexo da Papuda, conhecida popularmente como “Papudinha”. A discussão sobre a adequação do local e dos cuidados médicos para a sua condição de saúde permanece em pauta.

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