B3 (B3SA3) surpreende com lucro recorde no 4T25, impulsionada pela alta do Ibovespa e entrada de capital estrangeiro.
A B3, operadora da bolsa de valores brasileira, divulgou resultados financeiros impressionantes referentes ao quarto trimestre de 2025. O lucro líquido recorrente atingiu R$ 1,4 bilhão, superando significativamente as expectativas do mercado, que projetava R$ 1,2 bilhão. Esse desempenho reflete um crescimento expressivo de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida da companhia também apresentou um desempenho acima do esperado, alcançando R$ 2,9 bilhões. Esse valor representa um aumento de 10,6% em relação ao quarto trimestre de 2024 e é resultado do crescimento em todos os segmentos de atuação da B3. O cenário de juros elevados continua a favorecer o mercado de renda fixa, enquanto a renda variável se beneficia da entrada de investidores estrangeiros, impulsionando o Ibovespa a novas máximas.
O Ebtida recorrente, um indicador importante da geração de caixa operacional, somou R$ 1,8 bilhão, ficando em linha com as projeções do mercado e apresentando uma alta anual de 14,5%. A margem Ebitda também demonstrou força, subindo 1,75 ponto percentual para 69%, evidenciando a eficiência operacional da B3. Esses números, conforme divulgado pela empresa em documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (26), consolidam um trimestre de forte performance.
Volume negociado em alta e diversificação de receitas como trunfo
O mercado de renda variável, carro-chefe da B3, registrou um volume financeiro médio diário negociado (ADTV) de R$ 26,2 bilhões no mercado à vista. Houve um aumento de 2,3% no comparativo anual e de 20,4% em relação ao trimestre anterior. Essa performance está diretamente ligada à **renovação de recordes do Ibovespa**, impulsionada pela forte entrada de investidores estrangeiros, que buscam oportunidades no mercado brasileiro em um cenário de juros globais em queda.
Renda Fixa e Crédito apresentam crescimento sólido
No segmento de renda fixa e crédito, a B3 também exibiu um crescimento robusto. As emissões de instrumentos nesse mercado cresceram 16,8%, enquanto o estoque apresentou uma alta de 17,9%. Esses números refletem o **cenário de juros ainda elevados no Brasil**, que tornam os investimentos em renda fixa mais atrativos, além do contínuo desenvolvimento do mercado de dívida local.
Um destaque importante foi o crescimento do estoque de dívida corporativa, que aumentou 18,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse avanço demonstra o **desenvolvimento contínuo do mercado de dívida local**, um importante pilar para a diversificação de receitas da B3 e para a captação de recursos por parte das empresas.
Controle de despesas e impacto contábil extraordinário
As despesas totais da B3 no período somaram R$ 922,0 milhões, um aumento de 1,5%. As despesas ajustadas apresentaram um crescimento de 4,7%, em linha com a inflação do período. Esse resultado reforça a **disciplina da companhia no controle de gastos**, mesmo diante da manutenção de uma agenda robusta de novas iniciativas e lançamentos. Essa gestão eficiente contribui para a solidez dos resultados.
Um ponto a ser observado foi um efeito contábil negativo extraordinário de aproximadamente R$ 1 bilhão na linha de impostos. Esse impacto, **sem efeito caixa**, decorre do incremento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da atualização do imposto diferido relativo à amortização fiscal do ágio. Apesar do valor expressivo, não afeta a geração de caixa operacional da empresa.

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