O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou uma mudança radical na estratégia política do partido para as eleições de 2026. Em evento que celebrou os 46 anos do PT em Salvador (BA), Lula declarou que o tom conciliador, associado à sua figura em campanhas passadas, dará lugar a uma postura mais assertiva e combativa. “Não tem mais Lulinha paz e amor”, afirmou o presidente, classificando a disputa vindoura como uma “guerra” eleitoral.
Diante de centenas de militantes e ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, Lula expressou sua motivação para enfrentar o próximo ciclo eleitoral. O foco principal, segundo ele, será o combate incansável à desinformação, um elemento que considera crucial para o futuro do país. A batalha de 2026, para o presidente, transcende a simples disputa por cargos, moldando o próprio rumo político do Brasil.
“Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter de nos preparar para não poder deixar a mentira governar este país. Vamos nos preparar. Eu quero que vocês saibam que eu estou motivado para cacete, porque o que está em jogo neste país não são só as eleições”, destacou Lula. As declarações sinalizam um endurecimento da retórica presidencial, preparando o terreno para um confronto político mais acirrado.
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ToggleA força da narrativa política acima das realizações
Lula indicou que a formulação do discurso que será levado às ruas e às campanhas está em andamento. Ele enfatizou a importância da narrativa política como fator decisivo para o resultado eleitoral, superando até mesmo o histórico de realizações dos governos petistas. “Não é só o que foi feito que ganha eleição”, disse, defendendo uma estratégia de comunicação mais incisiva.
O presidente ressaltou que o sucesso em 2026 dependerá da capacidade do PT em construir e comunicar uma narrativa poderosa. “Vai dar PT se entendermos que todas as coisas boas que fizemos não serão suficientes. Não é isso que vai ganhar, não se iluda. O que vai ganhar é nossa narrativa política”, pontuou.
Soberania nacional em pauta: “Não queremos ser colonizados”
No mesmo discurso, Lula reforçou o compromisso do Brasil com a soberania nacional. Ele declarou enfaticamente que o país não aceitará interferências externas nem se submeterá a posições de subordinação no cenário internacional. O objetivo, segundo o presidente, é manter relações colaborativas com diversas nações, sem jamais comprometer a autonomia política e econômica brasileira.
“Nós temos de dizer em alto e bom som, para quem quiser ouvir: o nosso país é soberano. Queremos trabalhar com todo mundo, mas não queremos ser donos nem queremos ser colonizados”, concluiu Lula. Essa postura reafirma a intenção do governo em defender os interesses nacionais de forma firme no palco global.
Mudança de tom e preparação para o embate
As declarações de Lula marcam uma clara mudança de tom do presidente às vésperas do início do calendário eleitoral. Indicam que o Palácio do Planalto deve adotar uma postura mais combativa no debate público ao longo de 2026. A estratégia de “guerra política” visa mobilizar a base e confrontar diretamente o que o PT considera como “mentiras” e desinformação.
A nova diretriz sinaliza que o partido se preparará para um embate intenso, onde a comunicação e a capacidade de construir uma narrativa convincente serão armas essenciais. A meta é clara: garantir a continuidade do projeto político do PT, defendendo a soberania e combatendo o que o presidente chamou de “mentira” no processo eleitoral.

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