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Lula revela “briga escondida” por minerais críticos com a China e elogia parceria “exitosa” do Brasil com o país asiático

Relação Brasil-China em foco: minerais críticos e parceria econômica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a complexa dinâmica internacional envolvendo a China e os minerais críticos, ao mesmo tempo em que ressaltou a gratidão pela parceria estratégica entre Brasil e o país asiático. A declaração ocorreu durante um evento em Salvador, marcando os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula mencionou a existência de uma “briga meio escondida” entre nações para evitar que a China concentre o fornecimento de terras raras e minerais essenciais para a indústria moderna. Essa disputa, segundo o presidente, é um tema constante nas discussões diplomáticas internacionais.

Apesar desse cenário de concorrência global, o presidente Lula fez questão de expressar seu apreço pela relação bilateral. Ele descreveu a parceria como “exitosa” e “respeitosa”, indicando um caminho de cooperação benéfica para ambos os países. Conforme informação divulgada pela Reuters, as declarações foram feitas em presença do embaixador chinês no Brasil, Zhu Qingqiao.

Parceria estratégica com a China: um exemplo na Bahia

A Bahia serve como um exemplo concreto da colaboração entre Brasil e China. A instalação da fábrica da montadora chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, demonstra o potencial dessa relação. Recentemente, a Reuters noticiou que a BYD planeja alcançar 50% de conteúdo local em seus veículos produzidos na fábrica baiana até o final deste ano, fortalecendo a cadeia produtiva nacional.

Tensões globais por minerais críticos

O contexto das declarações de Lula se insere em um cenário global de crescente preocupação com o suprimento de minerais críticos. Na semana anterior, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou planos para formar um bloco comercial com aliados, visando criar um ambiente de preços mínimos coordenados para esses materiais. O objetivo é reduzir a dependência e o controle chinês sobre insumos vitais para a fabricação de tecnologias avançadas.

O Brasil participou de discussões sobre essa iniciativa, mas uma fonte governamental indicou que qualquer decisão sobre a adesão ao bloco comercial não será tomada de forma apressada. O país busca avaliar cuidadosamente os desdobramentos e benefícios antes de se comprometer com novas alianças neste setor estratégico.

Posicionamentos sobre Venezuela e Cuba

Durante o evento em Salvador, Lula reiterou sua posição sobre a Venezuela, afirmando que os problemas do país devem ser solucionados pelo povo venezuelano, sem interferência externa, seja dos Estados Unidos ou de seu presidente, Donald Trump. Essa fala reforça a política brasileira de não intervenção em assuntos internos de outras nações.

Adicionalmente, o presidente expressou solidariedade ao povo cubano, descrevendo-o como “vítima de um massacre e especulação dos Estados Unidos”. Lula fez um apelo para que o PT encontre formas de auxiliar Cuba, demonstrando o alinhamento histórico do partido com a ilha caribenha e sua crítica às políticas americanas para a região.

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