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Marcopolo (POMO4): Itaú BBA vê ações com valuation atrativo e potencial de alta de 65%, mas alerta para falta de gatilhos no curto prazo

Itaú BBA mantém recomendação de compra para Marcopolo (POMO4) e define preço-alvo, mas pondera cenário de curto prazo

O Itaú BBA revisou suas projeções para a Marcopolo (POMO4) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25). A casa de análise manteve a classificação outperform (equivalente a compra) para as ações da fabricante de carrocerias de ônibus, com um potencial de valorização de 65,6%, estabelecendo um preço-alvo de R$ 10,50.

Apesar do valuation considerado atrativo e de um dividend yield de 7,8%, os analistas apontam para uma ausência de gatilhos positivos no curto prazo que impulsionem o preço das ações.

A análise incorpora projeções de um aumento de 5,5% na receita em 2026, impulsionado por uma expansão modesta nos volumes e uma composição de vendas mais focada em micro-ônibus e unidades urbanas. Conforme informação divulgada pelo Itaú BBA, a expectativa é de uma margem Ebitda ligeiramente mais conservadora para 2026, de 17,6%, incluindo R$ 72 milhões em receita de equivalência patrimonial.

Resultados do 4T25 e visão do mercado

No quarto trimestre de 2025, a Marcopolo registrou um lucro líquido de R$ 341,7 milhões, um avanço de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o Ebitda operacional apresentou uma queda de 7,7%, totalizando R$ 426 milhões.

A receita operacional líquida recuou 3,6%, atingindo R$ 2,57 bilhões. Segundo a empresa, essa diminuição foi resultado de menores volumes faturados no mercado interno, especialmente nos segmentos rodoviários e de micros, impactados pelos altos custos de financiamento no Brasil.

Valuation atrativo, mas sem catalisadores imediatos

O Itaú BBA vê as ações da Marcopolo negociadas em níveis que as tornam uma boa opção para investidores que buscam menor risco de queda e toleram a atual volatilidade macroeconômica. A geração de caixa robusta e o bom dividend yield são fatores que sustentam essa visão.

Contudo, o relatório pondera que o início de 2026 pode apresentar um cenário desafiador, com volumes fracos e a ausência de catalisadores claros. O novo leilão do programa Caminho da Escola, embora iminente, já sofreu adiamentos, o que limita as expectativas de novos negócios no curto prazo.

Perspectivas e resiliência do setor

Os analistas destacam que um P/L (preço sobre lucro) de 6 vezes para uma empresa madura e com baixa alavancagem, associado a um payout de 50%, sugere que o mercado pode estar precificando uma queda que o banco considera improvável. Isso se deve à resiliência do setor, mesmo em um cenário de juros elevados, e ao fato de que 45% da receita da Marcopolo provém de mercados internacionais.

Apesar disso, o Itaú BBA reconhece a dificuldade em identificar fatores que possam justificar uma reprecificação positiva das ações no curto prazo, mantendo a recomendação baseada na atratividade do valuation atual e no potencial de longo prazo da companhia.

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