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Master-BRB: PF Colhe Depoimentos Cruciais em Fase Decisiva da Investigação sobre Venda de Carteiras Falsas

Investigação sobre o caso Master-BRB entra em nova etapa com coleta de depoimentos pela Polícia Federal.

A investigação que apura suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) alcança um momento crucial. Após deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou em prisões e liquidações determinadas pelo Banco Central, a Polícia Federal concentra esforços na coleta de depoimentos de investigados.

O inquérito, iniciado em novembro de 2025, busca esclarecer a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas falsas ao BRB e uma estrutura paralela de fundos que teria inflado artificialmente o patrimônio do Banco Master em R$ 11,5 bilhões. A fase atual é fundamental para aprofundar as apurações.

A condução do inquérito tem sido marcada por deliberações no Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro Dias Toffoli atuando como relator do caso. As recentes decisões sobre o formato e local das oitivas, bem como o acesso a celulares apreendidos, indicam a complexidade e a atenção dedicada à investigação, conforme informações divulgadas pela mídia especializada.

Oitivas Concentradas e Cronograma Alterado

A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira, 26, a oitiva de oito investigados no âmbito da Operação Compliance Zero. Inicialmente previsto para se estender por mais tempo, o cronograma foi ajustado por determinação do ministro Dias Toffoli, concentrando as oitivas em dois dias consecutivos, 26 e 27. As sessões ocorrem por videoconferência ou em sala no STF, das 8h às 16h.

Entre os ouvidos estão nomes como Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de finanças e controladoria do BRB, Alberto Felix de Oliveira, superintendente de tesouraria do Banco Master, e Luiz Antonio Bull, ex-diretor executivo do Master. A lista completa de depoentes abrange diretores e executivos de ambas as instituições financeiras, além de empresários ligados ao caso.

Apurações Sobre Estruturas Financeiras Suspeitas

O foco principal da Polícia Federal é aprofundar as investigações sobre a alegada venda de carteiras de crédito falsas ao BRB, totalizando R$ 12,2 bilhões. Adicionalmente, busca-se entender a atuação de uma estrutura paralela de fundos e ativos inflados, que, segundo o Banco Central, teria elevado o patrimônio do Banco Master em R$ 11,5 bilhões em operações com a gestora Reag DTVM.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro de 2025, levando à prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que posteriormente foi solto. A operação também resultou em outras prisões e no cumprimento de mandados de busca e apreensão, dando início a um processo investigativo complexo.

Tensões entre PF e Relator do STF

A condução do inquérito tem sido marcada por divergências entre a Polícia Federal e o ministro Dias Toffoli. Uma decisão recente do ministro determinou que os celulares apreendidos na segunda fase da operação ficassem sob custódia exclusiva da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que, segundo a PF, restringiu o acesso direto aos aparelhos e o andamento das perícias.

Anteriormente, Toffoli havia determinado o envio de todos os itens apreendidos ao STF. O recuo para permitir o acesso da PGR ocorreu após apelos da Polícia Federal e da Procuradoria, que alertaram para o risco de perda de dados devido à rapidez necessária para a extração de informações dos aparelhos. O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que o inquérito tramita em “absoluta regularidade”, mas reconheceu que algumas decisões recentes foram vistas por agentes como interferência.

Liquidações e Próximos Passos da Investigação

O caso ganhou contornos ainda mais sérios com a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central em novembro de 2025, um dia após a prisão de Daniel Vorcaro. Posteriormente, o Banco Central também determinou a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag Trust, e do Will Bank. Essas liquidações indicam a gravidade das irregularidades apuradas e o impacto no sistema financeiro.

A expectativa da Polícia Federal é que os depoimentos coletados nesta fase tragam informações essenciais para a instrução do processo e para a completa elucidação dos fatos. A expectativa é que os delegados possam, com base nesses depoimentos, avançar nas conclusões sobre a participação de cada investigado no esquema.

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