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MBRF3 Dispara e Lidera Altas do Ibovespa, Enquanto Braskem (BRKM5) Sofre Queda Expressiva: Entenda os Destaques da Semana

Ibovespa Retoma Rumo Positivo em Semana Marcada por Inflação e Tensão Geopolítica

O Ibovespa (IBOV) surpreendeu o mercado ao interromper uma sequência de semanas negativas, registrando uma valorização expressiva de 3,03% e encerrando o período aos 181.556,76 pontos. Apesar da aversão ao risco observada no exterior, em decorrência das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, o principal índice da bolsa brasileira demonstrou resiliência. O dólar à vista (USDBRL) acompanhou o movimento positivo, fechando a semana em queda de 1,27% frente ao real, cotado a R$ 5,2417.

No cenário doméstico, as atenções se voltaram para os indicadores de inflação. A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), apresentou uma alta de 0,44% em março, superando as expectativas de mercado, que projetavam 0,29%. Essa elevação foi puxada principalmente pelos setores de Alimentação e Bebidas, e Despesas Pessoais. Em um acumulado de 12 meses, o IPCA-15 atingiu 3,90%, mantendo-se dentro do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central (BC).

Economistas ouvidos pelo Money Times apontaram que as surpresas altistas na leitura do IPCA-15 vieram de itens mais voláteis, como alimentos e passagens aéreas. Adicionalmente, o Banco Central revisou para cima suas projeções de inflação para o chamado horizonte relevante, período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os impactos de sua política monetária na economia. As projeções para o terceiro trimestre de 2027 foram elevadas em 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Apesar dos avanços, o cenário externo continuou a gerar apreensão. Tentativas dos Estados Unidos em negociar um acordo de cessar-fogo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz geraram informações conflitantes. Enquanto o presidente americano, Donald Trump, indicou progresso nas negociações, mediadores iranianos negaram ter solicitado pausas nos ataques e afirmaram que o país não apresentou uma resposta final a um plano americano. A possibilidade de intervenção do grupo Houthi no Oriente Médio, caso o Mar Vermelho seja utilizado para atacar o Irã, também adicionou incertezas ao quadro global.

MBRF3 Lidera Rali no Ibovespa com Valorização Expressiva

A ponta positiva do Ibovespa foi firmemente liderada pelas ações da MBRF (MBRF3), que registraram uma valorização semanal de 31,51%. Impulsionado por um forte fluxo comprador, o frigorífico conseguiu zerar suas perdas anuais, acumulando agora uma alta de 9,26% no ano. A performance destacada da MBRF3 exemplifica a força compradora que atuou em diversas ações durante a semana.

Petrobras (PETR3; PETR4) Continua Brilhando e Impulsiona o Índice

O grande destaque da semana, no entanto, foi a Petrobras (PETR3; PETR4). A estatal de petróleo engatou uma sequência de cinco altas consecutivas, alcançando um novo recorde histórico de valor de mercado, superior a R$ 673,22 bilhões. Somente nesta semana, mais de R$ 50 bilhões foram adicionados à capitalização da empresa. A força da Petrobras, um dos principais componentes do Ibovespa, foi fundamental para impulsionar o índice a sua alta semanal de mais de 3%.

Braskem (BRKM5) Lidera Perdas Pressionada por Resultados do 4T25

Em contrapartida à euforia em algumas ações, o movimento de alta do Ibovespa foi acompanhado por apenas 11 papéis em queda. A Braskem (BRKM5) figurou como a ação de pior desempenho na semana, sofrendo com a pressão vendedora após a divulgação de seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25). A companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões, um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Ebitda recorrente da Braskem atingiu R$ 589 milhões no trimestre, um crescimento de 6% na comparação anual, mas a receita líquida apresentou uma queda de 16%, somando R$ 16,101 bilhões entre outubro e dezembro. Apesar de o balanço ter sido aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, os auditores registraram uma “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”. Analistas atribuem os resultados negativos à continuidade da queima de caixa, liquidez restrita e ao impacto do ciclo de baixa do setor petroquímico.

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