A Lei Magnitsky afetou o mercado financeiro brasileiro, causando queda em bancos e ativos em dólar. Descubra o que o CEO da AZ Quest tem a dizer sobre isso
A Lei Magnitsky afetou o mercado financeiro brasileiro, causando queda em bancos e ativos em dólar. Descubra o que o CEO da AZ Quest tem a dizer sobre isso
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O ambiente financeiro no Brasil está passando por tensões significativas devido às recentes decisões do Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à lei Magnitsky. Essa situação é uma mistura de instabilidade política e pressões internacionais, gerando um clima de incerteza no mercado.
Walter Maciel, CEO da AZ Quest, observou que os efeitos dessas decisões são palpáveis, especialmente no setor financeiro, que inclui bancos e ativos em dólar. Ele mencionou um derretimento do mercado, com impacto já sentido no dólar e nos juros futuros. Segundo Maciel, a insegurança institucional deixa marcas duradouras, comparando a situação a uma ferida que, embora cicatrize, deixa uma cicatriz representando o medo persistente do mercado. Recentemente, o Ibovespa caiu para 136 mil pontos, refletindo a influência negativa de fatores externos.
Recentemente, o Brasil desfrutou de um estado de irrelevância internacional, benéfico para a valorização da Bolsa e a recuperação do real. Maciel destacou que o país não representa uma ameaça geopolítica para outras nações, ajudando a estabilizar a economia. No entanto, mesmo com equilíbrio entre política fiscal e monetária, isso ainda não se reflete nos preços dos ativos. A resposta de Lula às tarifas dos EUA também ilustra a importância da diplomacia econômica nesse contexto.
Maciel argumentou que o Brasil deveria estar em uma posição financeira melhor. Ele mencionou que o país tem um pé no acelerador fiscal e outro no freio da política monetária, mas os ativos não estão sendo precificados adequadamente. O executivo analisou a geopolítica global, ressaltando a importância estratégica do Brasil em recursos como alimentos e energia. Ele enfatizou a necessidade de o Brasil se posicionar como aliado de todas as nações, especialmente considerando o potencial de investimentos em energia.
Sobre as negociações com os Estados Unidos, Maciel apontou que decisões estratégicas, mesmo com falhas de comunicação, podem evitar consequências negativas. Ele alertou sobre a crescente pressão sobre as contas públicas. Segundo ele, a Constituição compromete praticamente todo o orçamento com despesas obrigatórias, limitando a capacidade de investimento em outras áreas. A situação das decisões de Flávio Dino também foi criticada por especialistas do setor financeiro.
Maciel destacou que a carga tributária no Brasil está próxima de 39% do PIB, um nível considerado insustentável. Ele alertou que não haverá mais espaço para emendas ou verbas adicionais, e que o peso dos tributos sufoca a atividade produtiva. Comparações internacionais mostram que o Brasil tributa mais por pessoa do que países como os Estados Unidos e o Japão, mas não oferece a mesma qualidade de vida ou infraestrutura. Essa questão se torna ainda mais relevante quando analisamos as previsões de inflação que afetam a economia brasileira.
O CEO da AZ Quest sublinhou que a experiência de governos anteriores mostra que ajustes fiscais são cruciais para recuperar a confiança do mercado. Ele citou o governo Temer, que reduziu um déficit de 3,5% do PIB para 1,8% em dois anos. Para Maciel, a solução para os problemas fiscais não é complicada. Com vontade política e diálogo com o Congresso, é possível levantar R$ 250 bilhões por ano, enquanto o problema atual gira em torno de R$ 350 bilhões. Essa abordagem é fundamental para assegurar um futuro econômico mais estável.
Maciel explicou que um choque de confiança teria um impacto direto no câmbio, na inflação e nos juros. Ele argumentou que, se houver um choque de credibilidade, o real poderia ser cotado a valores menores, como 4,5 ou 4,4, ao invés de 5,40. Isso poderia resultar em uma inflação futura menor e abrir espaço para juros de um dígito, permitindo a estabilização da economia. A análise do Mercado Financeiro revisando projeções de inflação é um indicativo dessa dinâmica.
Além dos aspectos econômicos, Maciel alertou sobre a sustentabilidade política dos futuros governos. Ele acredita que a falta de ajustes fiscais comprometerá a governabilidade. Qualquer governante que assumir em 2027 e não fizer as mudanças necessárias terá um governo que não durará mais de um ano. Maciel lembrou que os impeachments de Collor e Dilma foram desencadeados, principalmente, por crises econômicas, e não apenas por disputas políticas. A história recente do Brasil serve como um alerta sobre a importância de decisões sólidas e estratégicas.
Sou André Santos, apaixonado por investimentos e fundador do Pra Quem Investe. Criei este portal para ajudar investidores, sejam eles iniciantes ou mais experientes, a entender o mundo dos investimentos de forma simples, segura e direta. Aqui, compartilho meu conhecimento e dicas valiosas para que todos possam aprender a investir com confiança e sem complicações. Bem-vindo ao nosso espaço dedicado a impulsionar seu sucesso financeiro!
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