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Mercado Imobiliário em 2026: Preços de Venda de Imóveis Residenciais Sobem 0,20% em Janeiro, Menor Alta Desde Março de 2021

O mercado imobiliário brasileiro iniciou 2026 com uma tendência de desaceleração na valorização dos preços de venda. Em janeiro, os imóveis residenciais registraram uma alta de 0,20%, a menor variação mensal desde março de 2021, quando o índice foi de 0,18%. Este dado, divulgado pelo Índice FipeZAP, indica uma acomodação do mercado após um ciclo de valorização mais intenso no final de 2025.

A desaceleração em janeiro foi notável quando comparada aos meses anteriores de 2025. Em novembro, a alta foi de 0,58%, e em dezembro, de 0,28%. Na comparação anual, o resultado de janeiro de 2026 também ficou abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior, que teve uma valorização de 0,59%. O desempenho do índice FipeZAP em janeiro ficou alinhado à prévia da inflação oficial (IPCA-15), que avançou 0,20%, mas foi inferior ao IGP-M, que subiu 0,41%.

A análise do Índice FipeZAP revela que a desaceleração na valorização dos imóveis não foi uniforme. Unidades de um dormitório apresentaram a maior valorização mensal, com um aumento de 0,46%. Em contrapartida, imóveis com três dormitórios registraram um recuo médio de 0,16%. Esse comportamento sugere uma maior resiliência na demanda por imóveis compactos, que são tradicionalmente procurados por investidores e compradores de primeira moradia.

Valorização desigual entre tipos de imóveis e regiões

Apesar da desaceleração geral, a valorização dos preços de imóveis residenciais permaneceu disseminada geograficamente. Das 56 cidades monitoradas pelo levantamento, 47 registraram aumento de preços em janeiro. Entre as capitais, Belém liderou os avanços com uma alta expressiva de 2,19%, seguida por Manaus e Salvador, ambas com 1,07%. No entanto, algumas cidades apresentaram retrações, como São Luís (-1,02%), Curitiba (-0,66%) e Belo Horizonte (-0,24%).

Desempenho anual mantém imóveis acima da inflação

No acumulado de 12 meses, até janeiro de 2026, o Índice FipeZAP registrou uma alta de 6,12%. Este desempenho indica que os preços dos imóveis continuam a se valorizar acima da inflação ao consumidor, estimada em 4,31% no mesmo período. Além disso, a valorização imobiliária supera significativamente o IGP-M, que acumula uma queda de 0,91% em 12 meses. Mais uma vez, os imóveis de um dormitório impulsionaram a valorização anual, com um avanço de 7,77%, enquanto unidades com quatro ou mais dormitórios subiram 5,09%.

Cidades com maiores e menores valorizações anuais

Todas as 56 cidades da amostra apresentaram alta no recorte anual. Entre as capitais, Salvador se destacou com a maior valorização, registrando um aumento de 15,60%. João Pessoa (+13,40%) e Vitória (+13,11%) também apresentaram crescimentos expressivos. Em contraste, Goiânia (+2,61%) e Aracaju (+2,59%) tiveram os menores crescimentos anuais, mas ainda assim em território positivo, demonstrando a força do mercado imobiliário em todo o país.

Preços médios e cidades mais caras e acessíveis

Em janeiro de 2026, o preço médio de venda residencial no país foi estimado em R$ 9.642 por metro quadrado. Imóveis de um dormitório se mostraram os mais caros, com uma média de R$ 11.717/m², enquanto unidades de dois dormitórios registraram o menor valor médio, R$ 8.653/m². Cidades catarinenses como Balneário Camboriú (R$ 15.030/m²) e Itapema (R$ 14.944/m²) concentram os preços mais elevados do país. Entre as capitais, Vitória lidera com o metro quadrado mais caro (R$ 14.253/m²), seguida por Florianópolis, São Paulo e Curitiba. Na outra ponta, Aracaju (R$ 5.392/m²), Teresina (R$ 5.725/m²) e Natal (R$ 6.151/m²) figuram entre os mercados mais acessíveis.

O cenário de início de 2026 sugere um período de transição para o setor imobiliário. A desaceleração mensal nos preços, apesar da valorização anual continuar positiva, indica um mercado mais sensível às condições macroeconômicas, como taxas de juros e a renda disponível da população. Para o restante de 2026, o comportamento da inflação e do crédito será crucial para definir o ritmo de valorização dos imóveis residenciais no Brasil.

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