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Minha Casa, Minha Vida Turbinado: Tenda, Cury e Direcional Podem Surfar Nova Onda de Demanda com Mudanças no Programa

Novas regras do Minha Casa, Minha Vida prometem aquecer o mercado imobiliário e beneficiar construtoras específicas, segundo análise de bancos.

As recentes alterações aprovadas para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) sinalizam um futuro promissor para o setor da construção civil, com expectativa de forte demanda operacional. A avaliação é do BTG Pactual, que em relatório recente apontou que as condições mais favoráveis do programa habitacional devem permitir que construtoras listadas em bolsa continuem sua trajetória de crescimento, mantendo margens elevadas e retornos saudáveis.

Esses ajustes, que visam ampliar o alcance do programa e facilitar o acesso à moradia para mais famílias brasileiras, também foram analisados por outras instituições financeiras, como a Empiricus Research e o Itaú BBA, que compartilham da mesma visão otimista para o setor imobiliário.

A expansão do MCMV, com elevação nos limites de renda e no valor máximo dos imóveis financiáveis, deve gerar um impacto positivo significativo nas vendas e lançamentos das empresas do ramo. Conforme informações divulgadas, as mudanças já começam a ser sentidas no mercado e devem se refletir ainda mais nos resultados a partir do segundo trimestre de 2026.

Construção Civil em Alta: Três Gigantes se Destacam no Novo Cenário do MCMV

O BTG Pactual identificou empresas que podem se beneficiar diretamente das novas diretrizes do Minha Casa, Minha Vida. A análise aponta a Tenda (TEND3) como a principal vencedora, dada sua forte exposição ao segmento de rendas mais baixas, onde o mercado potencial cresce de forma relevante. Além disso, o banco também elegeu Cury (CURY3) e Direcional (DIRR3) como destaques, por sua participação significativa nas faixas intermediárias do programa, onde o poder de compra tende a avançar mais.

No dia da divulgação das avaliações, as ações dessas construtoras apresentaram valorização na bolsa. Por volta das 14h30 do horário de Brasília, os papéis da Direcional (DIRR3) subiam 2,29%, enquanto Tenda (TEND3) avançava cerca de 3,5% e Cury (CURY3), 2,9%.

O Que Mudou no Minha Casa, Minha Vida? Ampliação de Renda e Valor de Imóveis

As modificações aprovadas pelo Conselho do FGTS incluem um aumento nos tetos de renda para as famílias se enquadrarem nas diferentes faixas do MCMV. A Faixa 1 teve o teto elevado de R$ 2.850 para R$ 3.200. Já a Faixa 2 passou de R$ 4.700 para R$ 5.000. Na Faixa 3, o limite subiu de R$ 8.600 para R$ 9.600, e na Faixa 4, de R$ 12.000 para R$ 13.000.

Paralelamente, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo programa também foi reajustado. Para as Faixas 1 e 2, o preço pode variar entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localização. A Faixa 3 viu seu limite subir de R$ 350 mil para até R$ 400 mil, e a Faixa 4, de R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

Mudanças Estruturais e Orçamentárias no Programa Habitacional

Além dos ajustes de renda e valor de imóveis, o governo planeja alterações na estrutura orçamentária do programa, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026. O Ministério das Cidades estima que a ampliação das Faixas 1 e 2 exigirá aproximadamente R$ 500 milhões adicionais em subsídios, elevando o montante de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões. Esses recursos serão incluídos na revisão orçamentária de junho.

Para acomodar as atualizações, o orçamento total para habitação neste ano deve aumentar em R$ 3,6 bilhões, totalizando R$ 145,7 bilhões, com recursos provenientes do Fundo Social. Há discussões avançadas para permitir o uso do Fundo Social no financiamento da Faixa 4, a partir do segundo semestre de 2026, o que, segundo o BTG, pode fortalecer estruturalmente o crédito habitacional a longo prazo.

Visão de Mercado: Potencial de Crescimento e Preferências dos Analistas

Caio Nabuco de Araujo, analista da Empiricus Research, destacou que essas atualizações trazem um novo fôlego para as ações do setor imobiliário, com impacto positivo esperado nas vendas. Ele ressalta que, com mais famílias elegíveis e maior capacidade de financiamento, a tendência é de continuidade da demanda por imóveis, permitindo às construtoras manter um forte ritmo de lançamentos.

Araujo aponta a Direcional (DIRR3) como uma empresa bem posicionada, com um ponto de entrada atrativo após uma recente correção em suas ações. Os papéis da companhia recuaram cerca de 11% nos últimos 30 dias na bolsa.

Na mesma linha, analistas do Itaú BBA reforçam uma visão construtiva para o setor de baixa renda, com tendência de fortalecimento da demanda. O banco calcula que o aumento dos limites de renda pode elevar o poder de compra das famílias entre 8% a 24%, sustentando vendas mais fortes e volumes maiores de lançamentos. O BBA mantém preferência pela Tenda (TEND3), negociando a cerca de 6,5 vezes o lucro estimado para 2026, seguida pela Direcional (DIRR3), com P/L projetado em 7,5 vezes para este ano.

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