O mini-índice futuro (WING26) encerrou a última sessão em expressiva alta de 2,19%, alcançando os 177.360 pontos. Este desempenho estende a trajetória ascendente observada nos pregões anteriores, impulsionada por um cenário externo mais otimista e um robusto ingresso de capital estrangeiro no mercado brasileiro.
A diminuição da tensão geopolítica, marcada pelo recuo na retórica tarifária dos Estados Unidos em relação à Europa e menor incerteza sobre a Groenlândia, contribuiu para a redução da aversão ao risco em âmbito global. Nos Estados Unidos, a divulgação de indicadores econômicos sólidos, incluindo um Produto Interno Bruto (PIB) superior às expectativas, um índice de preços de gastos com consumo (PCE) sem alterações significativas e a estabilidade nos pedidos de seguro-desemprego, sustentaram a valorização em Wall Street e favoreceram a migração de investimentos para mercados emergentes.
No mercado interno, o fluxo de compras permaneceu intenso, com destaque para os setores bancário e de mineração (Vale). Paralelamente, o dólar e os juros futuros apresentaram recuo, resultando em uma melhora nas condições financeiras locais. O ambiente político-eleitoral doméstico também se mostrou favorável ao apetite por risco.
Para os operadores de mini-índice, o cenário atual reforça a existência de uma tendência de forte viés altista no curto prazo, embora com volatilidade elevada. A atenção se volta para possíveis ajustes técnicos decorrentes do rápido avanço do índice.
Em uma análise gráfica de 15 minutos, o fechamento aponta para um forte movimento comprador, com o índice operando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. A continuidade da alta exigirá a superação das resistências em 177.680/178.720, o que poderia projetar o índice para 179.060/179.710 e, em um cenário mais estendido, 180.070/180.480. Por outro lado, a perda da região de suporte em 176.815/176.060 indicaria um movimento corretivo, com alvos potenciais em 175.400/174.840 e, subsequentemente, 174.020/173.460.
No gráfico diário, o mini-índice formou um candle de alta expressivo, ainda que com uma sombra superior, o que sugere a presença de realizações pontuais. O ativo mantém-se acima das médias móveis, com um afastamento considerável, aumentando a probabilidade de ajustes no curto prazo. A consolidação da tendência de alta dependerá do rompimento de 179.710/180.485, com o objetivo inicial em 181.770/182.590. Um movimento corretivo mais amplo seria configurado com a perda de 173.350/170.090, com suportes subsequentes em 169.550/167.795. O Índice de Força Relativa (IFR) atingiu 75,77, indicando uma zona de sobrecompra.
No gráfico de 60 minutos, o índice também fechou em alta, posicionando-se acima das médias de 9 e 21 períodos. Embora o viés permaneça positivo, o afastamento moderado das médias recomenda cautela. A perda dos níveis de 176.815/174.545 pode abrir espaço para uma correção em direção a 173.350/171.575 e, em um cenário mais estendido, 169.550/168.080. Na ponta compradora, a superação de 178.500/179.710 manteria o fluxo altista ativo, com projeções em 180.485/181.025 e, posteriormente, 181.550/181.770.

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