O banco de investimentos Morgan Stanley revisou sua recomendação para as ações da C&A (CEAB3), elevando-as de ‘equal-weight’ (exposição neutra) para ‘overweight’ (exposição acima da média de mercado, equivalente à compra). Essa mudança estratégica, após uma recente correção no preço dos papéis, impulsionou a ação da varejista em aproximadamente 5% no pregão.
Apesar de ter ajustado o preço-alvo de R$ 21,50 para R$ 19,50, o novo valor ainda representa um potencial de valorização de 75% em relação ao fechamento de quinta-feira (22), quando os papéis encerraram o dia a R$ 11,10. O Morgan Stanley justifica a elevação pela notável melhora operacional da C&A e pela percepção de que o setor de vestuário no Brasil oferece espaço para diversas empresas prosperarem.
O banco também compartilhou suas perspectivas para outras gigantes do varejo. Para o Mercado Livre (MELI34), a recomendação de compra é mantida com preço-alvo de US$ 2.950, destacando múltiplos atrativos em relação ao crescimento esperado. A expectativa é de aceleração na rentabilidade no segundo semestre, impulsionada pelo fim do impacto do frete grátis no Brasil e pelo crescimento em publicidade e crédito.
As Lojas Renner (LREN3) seguem com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 18,50, com a avaliação considerada atrativa, somada a um dividend yield de cerca de 3% e um programa de recompra de ações. A Vivara (VIVA3) também tem recomendação de compra mantida e preço-alvo de R$ 40, com o banco vendo um ponto de entrada interessante após uma queda de 19% no ano e considerando exageradas as preocupações com uma desaceleração de curto prazo.
Em contrapartida, o Morgan Stanley rebaixou a Azzas (AZZA3) para ‘equal-weight’ (neutro) com preço-alvo de R$ 30,50, citando incertezas operacionais. Para GPA (PCAR3), a cautela prevalece com recomendação ‘underweight’ (venda) e preço-alvo de R$ 3, devido à alavancagem e contingências. Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) permanecem com recomendação de venda, com preços-alvo de R$ 8 e R$ 3, respectivamente, pois o banco considera prematuro esperar uma recuperação operacional consistente.
O Morgan Stanley também projetou o cenário para o varejo em 2026, antecipando tendências como a queda dos juros, a expansão do e-commerce e o avanço da inteligência artificial. Apesar de um cenário macroeconômico misto, com possível desaceleração do varejo físico, o banco identifica oportunidades seletivas em empresas bem posicionadas para a digitalização e ganho de participação de mercado.
Os riscos para o setor incluem a intensificação da concorrência global, com plataformas como Shopee, Amazon, Temu e TikTok Shop atuando na região, o que pode pressionar as margens do e-commerce. No âmbito macroeconômico, o setor discricionário continua sensível às taxas de juros e custos financeiros, embora a projeção de queda da Selic e a incerteza eleitoral adicionem complexidade ao quadro.

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