Ações da Moura Dubeux (MDNE3) sofrem queda após divulgação de resultados do 4º trimestre de 2025, apesar de balanço sólido apontado por analistas. Entenda os números e as projeções.
As ações da construtora e incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) experimentaram uma queda de aproximadamente 6% na bolsa de valores (B3) após a divulgação de seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25). O movimento do mercado, contudo, contrasta com a avaliação de especialistas, que consideram os resultados apresentados como robustos e promissores.
A companhia reportou um lucro líquido expressivo de R$ 112 milhões entre outubro e dezembro de 2025, um avanço de 149% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, o lucro líquido atingiu R$ 420 milhões, registrando um crescimento de 67,4%.
A receita líquida também demonstrou força, alcançando R$ 704 milhões no 4T25, um aumento de 91,6% na comparação anual. Essa performance foi impulsionada, em grande parte, pelo modelo de condomínio da empresa, segundo análise de Caio de Araujo, da Empiricus Research. Conforme informação divulgada pelos analistas, os resultados confirmam o bom momento operacional da Moura Dubeux, fortalecido pela entrada em projetos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Desempenho Operacional e Lançamentos em Alta
No quarto trimestre de 2025, a Moura Dubeux lançou três novos projetos, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 988 milhões, o dobro do volume registrado no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, os lançamentos somaram cerca de R$ 4,6 bilhões, um crescimento de 80,7%.
As vendas e adesões líquidas também apresentaram resultados positivos, atingindo R$ 698 milhões no 4T25, um avanço de 34,1% na comparação anual. No acumulado de 2025, as vendas líquidas chegaram a R$ 3,5 bilhões, com uma aceleração de 47%.
Análises Positivas Apesar da Queda das Ações
Apesar da reação negativa do mercado, analistas do Banco Safra também avaliaram os resultados da Moura Dubeux como sólidos, com a receita superando as estimativas em 4% e o lucro líquido em 5%. O principal impulsionador do desempenho foi o aumento das taxas de desenvolvimento de terrenos na divisão de condomínios, que viu sua receita subir 244% em um ano.
O ROE (retorno sobre o patrimônio) anualizado atingiu 29,5%, um avanço de 6,6 pontos percentuais. O Banco Safra mantém uma recomendação de compra para as ações da construtora, destacando o múltiplo P/L de 5,6 vezes para 2026 e a confiança no desempenho futuro da empresa, devido ao seu pipeline diversificado e aos baixos níveis de estoque.
Perspectivas e Avaliação dos Analistas
Caio de Araujo, da Empiricus Research, reforça que as ações da Moura Dubeux (MDNE3) continuam entre as recomendações da casa, negociando a aproximadamente 5,5 vezes os lucros projetados para 2026. Ele aponta que o VSO (Velocidade de Vendas) em 12 meses permaneceu elevado, em 51,7%, indicando uma boa liquidez para o portfólio da empresa.
A Moura Dubeux registrou um consumo de caixa de R$ 28 milhões no 4T25, com alavancagem (dívida líquida sobre patrimônio) em 21,4% ao final de dezembro. A empresa se destaca entre seus pares listados por manter os menores níveis de estoque, com cerca de 12 meses de vendas disponíveis, um fator que contribui para a confiança dos analistas no futuro da companhia.

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