O ano de 2026 será um marco eleitoral mundial, com eleições distribuídas por vários continentes que não apenas definirão governos nacionais, mas também influenciarão alianças internacionais, estratégias econômicas e a própria direção da democracia global. Além das eleições brasileiras marcadas para outubro — que renovam a presidência, o Congresso Nacional e governos estaduais — outros pleitos decisivos estão agendados para este ano, colocando países grandes e pequenos sob os holofotes da geopolítica e da economia.
Brasil: eleições gerais em 4 de outubro
No Brasil, os eleitores vão às urnas em 4 de outubro de 2026 para escolher:
Presidente da República;
Deputados federais e estaduais;
Senadores;
Governadores e vice-governadores.
Essas eleições ocorrem em um contexto de polarização política, desafios econômicos e debates acirrados sobre políticas públicas, segurança e relações internacionais — o que torna o pleito brasileiro um dos mais observados da América Latina.
Estados Unidos: eleições legislativas em novembro
Nos Estados Unidos, o calendário eleitoral de 2026 inclui as eleições intercalares de 3 de novembro, com:
Renovação total da Câmara dos Representantes;
Renovação de um terço do Senado.
Historicamente, as eleições de meio de mandato tendem a enfraquecer o partido do presidente em exercício, podendo redefinir o equilíbrio de poder no Congresso e impactar decisões sobre orçamento, política externa e regulamentação de tecnologia, energia e comércio.
Portugal: presidencial em janeiro
O calendário global de 2026 já começa em 18 de janeiro em Portugal, com eleições presidenciais que podem levar a um segundo turno em fevereiro devido à presença de recorde de 11 candidatos, incluindo nomes de destaque de partidos tradicionais e emergentes.
Embora a presidência portuguesa tenha poderes cerimoniais, o presidente pode influenciar política interna por meio de veto a leis ou dissoluções do Parlamento, tornando esse pleito relevante no cenário europeu.
Ásia: Bangladesh e Vietnam
Na Ásia, a temporada eleitoral inclui:
Bangladesh — eleições gerais previstas para 12 ou abril de 2026, sendo um dos primeiros pleitos nacionais após grandes mudanças políticas e protestos populares que removeram o governo anterior.
Vietnam — eleições parlamentares programadas para 15 de março de 2026, quando a população vota em representantes para a Assembleia Nacional, um importante fórum legislativo do país.
Esses pleitos são observados como momentos críticos para a transição política e social em países com história de regimes dominantes e mudanças recentes de poder.
Europa em disputa: Hungria, Suécia, Eslovênia e mais
Vários países europeus enfrentarão eleições em 2026:
Hungria
As eleições parlamentares de abril testam o poder do primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no cargo há mais de uma década e enfrenta questionamentos internos e da União Europeia sobre o rumo democrático e de políticas públicas do país.
Suécia
A Suécia também terá eleições legislativas em setembro, com foco em temas como segurança pública, migração e política energética, temas que dominam os debates políticos no país.
Eslovênia
O país anunciou eleições parlamentares para 22 de março de 2026, em uma disputa que pode refletir as divisões políticas internas e as prioridades da União Europeia em relação a economia e segurança.
Outros pleitos europeus importantes incluem possíveis eleições gerais na Dinamarca e eleições em Bósnia e Herzegovina, além de votações locais e parlamentares em vários países da região.
Colômbia: disputa presidencial acirrada
Na América Latina, a Colômbia elegerá um novo presidente em maio de 2026. O pleito ocorre em um momento de forte instabilidade política, com críticas ao governo anterior e uma disputa que deve ir para o segundo turno entre candidatos de diferentes espectros ideológicos.
As eleições colombianas têm implicações regionais, especialmente em temas de segurança, imigração e relações com os Estados Unidos e países vizinhos.
Israel: eleições parlamentares sob tensão
Israel está programada para realizar eleições parlamentares até 27 de outubro de 2026, após um período marcado por conflitos e desafios de segurança, incluindo a guerra em Gaza. A disputa promete decidir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e a direção das políticas internas e externas de Jerusalém.
Etiópia e outras eleições africanas
Em 1º de junho de 2026, a Etiópia realizará eleições gerais que irão eleger a maioria dos membros da Câmara dos Representantes do Povo, em um pleito que ocorre em meio a desafios como tensões étnicas e debates sobre reformas constitucionais.
Outros países africanos também têm eleições em agenda em 2026, refletindo a diversidade de modelos democráticos e seus próprios desafios internos.
Haiti: eleições marcadas por instabilidade
Haiti está programado para realizar eleições gerais em 30 de agosto de 2026, com votação presidencial, legislativa e local em um país que enfrenta uma histórica crise política e de segurança.
O pleito é visto como uma tentativa de restaurar governabilidade após anos de adiamentos e violência ligada a gangues.
Outros países com pleitos relevantes em 2026
Além dos casos já mencionados, o calendário eleitoral global de 2026 inclui dezenas de eleições nacionais e subnacionais em países como:
Costa Rica — eleições gerais em 1º de fevereiro;
Peru — eleições gerais em 12 de abril;
Paraguai — eleições municipais em outubro;
As Bahamas — eleições gerais a definir;
entre outros pleitos regionais e legislativos espalhados pelo mundo.
Esse amplo conjunto de eleições mostra que 2026 será um ano decisivo para a governança democrática global, com impacto não apenas em políticas internas, mas também em cooperação internacional, alianças militares e acordos comerciais.
Por que 2026 é crucial para a democracia global
O conjunto de eleições agendadas para 2026 destaca um momento de transição e redefinição:
Países em transição política buscam estabilidade e reformas;
Nações consagradas debatem futuro econômico e social;
Eleições intermediárias em grandes democracias — como os EUA — podem influenciar políticas globais.
Para o Brasil, acompanhar esses movimentos internacionais é importante não apenas do ponto de vista geopolítico, mas também para entender como as decisões eleitorais no exterior podem afetar políticas comerciais, relações diplomáticas e cooperação multilateral.
O ano de 2026 está configurado como um dos mais relevantes para eleições globais nas últimas décadas. De Portugal a Israel, passando pela Colômbia, Etiópia e Estados Unidos, uma série de pleitos deve moldar o cenário político global — com repercussões econômicas, estratégicas e sociais.
Esses processos eleitorais serão um termômetro para o estado das democracias no século 21 e ajudarão a definir rumos para comércio internacional, direitos humanos, políticas energéticas e alianças geopolíticas nos anos seguintes.

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