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ONU: Ataque israelense a prisão no Irã em 2023 foi crime de guerra, alerta sobre repressão

ONU declara ataque israelense a prisão iraniana como crime de guerra e alerta sobre repressão interna

Um ataque aéreo atribuído a Israel contra a prisão de Evin, em Teerã, no ano passado, foi considerado um **crime de guerra** por uma investigação das Nações Unidas. A declaração foi feita nesta segunda-feira (16) e levanta sérias preocupações sobre a conduta militar e seus impactos nos direitos humanos.

O bombardeio, ocorrido em junho de 2023, resultou na morte de mais de 70 pessoas, de acordo com autoridades iranianas. A prisão de Evin é conhecida por abrigar prisioneiros políticos e sofreu danos significativos nos ataques recentes, gerando apreensão entre os detentos, incluindo um casal britânico.

As descobertas foram apresentadas ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, que documenta abusos e conduz investigações. Israel, por sua vez, se desligou do conselho e deixou seu assento vazio, sem resposta imediata aos pedidos de comentários.

Relatório da ONU detalha violações em ataque à prisão de Evin

Sara Hossain, presidente da Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre o Irã, afirmou ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que há **motivos razoáveis para acreditar que Israel cometeu o crime de guerra** de dirigir intencionalmente ataques contra um objeto civil ao bombardear a prisão de Evin. Ela mencionou que o ataque resultou em 80 mortes, incluindo uma criança e oito mulheres.

O relatório mais recente, baseado em entrevistas com vítimas, testemunhas, imagens de satélite e outros documentos, foi apresentado nesta segunda-feira. As informações destacam a gravidade do ataque e suas consequências humanitárias.

Risco de escalada da repressão interna no Irã é alertado

Hossain também condenou o **crescente número de mortes de civis no Irã** e expressou preocupação de que a atual campanha de bombardeio, envolvendo Estados Unidos e Israel, possa levar o Irã a **reprimir ainda mais a dissidência**. Ela apontou para um aumento nas execuções após os ataques do ano passado.

A especialista enfatizou que a ação militar externa, neste contexto, não garante responsabilidade nem promove mudanças significativas. Pelo contrário, **corre o risco de intensificar a repressão interna** e agravar a situação dos direitos humanos no país.

Preocupação com detentos e escassez de recursos nas prisões

Mai Sato, especialista em direitos humanos nomeada pela ONU para o Irã, também manifestou preocupação com os detentos, especialmente aqueles presos durante os protestos em massa em janeiro. Segundo ela, as famílias têm tido **dificuldades em contatar seus parentes** e há uma **escassez crescente de alimentos e medicamentos nas prisões**.

O embaixador do Irã, Ali Bahreini, solicitou a condenação dos ataques israelenses e norte-americanos, alegando que eles causaram mais de 1.300 mortes no Irã. A situação nas prisões iranianas e o impacto dos conflitos externos na população civil permanecem como pontos de grande atenção internacional.

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