Oscar Freire: Menos Lojas, Mais Luxo e Faturamento Bilionário em SP
A famosa Rua Oscar Freire, em São Paulo, conhecida por seu alto padrão de varejo, está passando por uma profunda transformação. Apesar da diminuição no número de estabelecimentos comerciais, a região experimenta um aumento expressivo no faturamento do setor, impulsionado pelo mercado imobiliário de luxo e pela valorização do metro quadrado.
A mudança no perfil da rua, com a construção de novos empreendimentos residenciais e corporativos, está alterando a paisagem e a dinâmica comercial. Esse cenário, embora apresente desafios para o varejo tradicional, sinaliza um futuro promissor em termos de negócios e valorização imobiliária, conforme aponta estudo da Siila.
A chegada de novos moradores de alto poder aquisitivo e a qualificação urbana da região, incluindo a expansão do metrô, têm impulsionado o consumo e, consequentemente, o valor dos imóveis. Essa evolução, que começou a ganhar força com mudanças no Plano Diretor e na Lei de Zoneamento, projeta um futuro de ainda maior sofisticação para a Oscar Freire.
Transformação Urbana e Imobiliária na Oscar Freire
A Rua Oscar Freire, um ícone do luxo em São Paulo, está observando um paradoxo: menos lojas, mas um faturamento crescente. Conforme estudo da Siila, a taxa de vacância para prédios comerciais na rua aumentou de 5,05% em 2021 para 36,71%, reflexo da construção de novos condomínios residenciais e corporativos. Incorporadoras como a Cyrela (CYRE3) lançaram empreendimentos de alto padrão nos arredores, e na altura 900 da Oscar Freire, lojas como Forum e Cristallo deram lugar a um novo prédio residencial.
Valorização do Metro Quadrado e Chegada de Novas Marcas
A escassez temporária de espaços comerciais, combinada com a qualificação urbana e a chegada do metrô, elevou o consumo de alta renda na região, resultando em um metro quadrado mais caro. Pesquisa da Cushman & Wakefield aponta um preço anual médio de 1.128 euros por metro quadrado, um aumento de 65% em 2025 em comparação com endereços de luxo globais. Alexandre Rodrigues, da Rio Bravo Investimentos, destaca o perfil de altíssimo padrão dos novos empreendimentos, com foco em arquitetura e integração urbana.
Novos Moradores e Demanda por Experiências
As mudanças no Plano Diretor de 2014 e na Lei de Zoneamento de 2016 incentivaram a verticalização em áreas próximas a estações de metrô, transformando terrenos em Zonas Eixo de Estruturação (ZEU). Isso estimulou proprietários de terrenos de lojas a vendê-los para incorporadoras. Rosangela Lyra, presidente da Associação Comercial dos Lojistas dos Jardins e Itaim, explica que a ideia é manter fachadas ativas e modernas. No entanto, Valter Caldana, professor da FAU-Mackenzie, aponta que o novo perfil de construções desconsidera a identidade e a cultura local, focando mais nos aspectos mercantis.
Faturamento Crescente Apesar da Queda no Número de Lojas
Apesar da redução de 5% no número de lojas de moda entre 2022 e 2023, absorvida em grande parte pelo setor de alimentação, o faturamento projetado para o varejo da Oscar Freire deve crescer de R$ 316 milhões em 2024 para R$ 363 milhões em 2025, segundo a plataforma Varejo 360. Fernando Faro, diretor da Varejo 360, avalia que os pontos remanescentes se tornam mais valorizados, acessíveis apenas a grandes marcas. A rua, que nasceu com um perfil de marcas mais populares durante sua revitalização em 2006, hoje abriga gigantes como Havaianas, Melissa, Nespresso, Calvin Klein, Gucci, Dior, Armani e Louis Vuitton, com muitas grifes europeias migrando para centros comerciais como o Shops Jardins.

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