O preço do ouro registrou uma nova alta nesta quinta-feira, estendendo uma sequência positiva pelo terceiro dia consecutivo e superando a marca de US$ 4.800 por onça-troy. O metal precioso foi impulsionado por um cenário de incertezas geopolíticas, mesmo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirando a ameaça de tarifas sobre países europeus relacionadas à Groenlândia.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato futuro de ouro para fevereiro fechou em valorização de 1,57%, alcançando US$ 4.913,40 por onça-troy. Paralelamente, a prata para março também apresentou ganhos expressivos, avançando 4,03% e sendo cotada a US$ 96,37 por onça-troy.
Inicialmente, o mercado de ouro experimentou uma leve queda devido a sinais de distensão nas relações entre EUA e Europa, após Trump anunciar que as tarifas previstas para 1º de fevereiro não seriam aplicadas. A perspectiva geopolítica em torno do Ártico também parecia melhorar, com a menção de um esboço de acordo futuro sobre a Groenlândia.
Contudo, a situação mudou no período da tarde. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, ressaltou que existem limites intransponíveis para a região e negou ter conhecimento sobre os detalhes do acordo mencionado por Trump e pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. “Não sei o que há de concreto sobre esse acordo com os EUA”, declarou Nielsen.
Analistas de mercado observam o movimento com atenção. O Swissquote Bank apontou que a persistência na alta do ouro reflete o ceticismo dos investidores. Instituições financeiras como Goldman Sachs e UBS revisaram suas projeções para o metal, elevando a expectativa de preço para o final do ano para US$ 5.400 por onça-troy, superando as previsões anteriores de US$ 4.900.
No front macroeconômico, a divulgação do índice de inflação PCE (Personal Consumption Expenditures) nos Estados Unidos, que veio em linha com as expectativas, não alterou as projeções do mercado em relação a possíveis cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed). As apostas atuais indicam a manutenção dos juros em janeiro e uma divisão de opiniões quanto a cortes futuros até dezembro, com expectativas variando entre reduções para a faixa de 3,25% a 3,50% e 3,0% a 3,25%. Historicamente, cortes nas taxas de juros tendem a favorecer o desempenho do ouro.

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