Ouro fecha em queda com o conflito no Irã e as tensões no Oriente Médio dominando o noticiário financeiro, enquanto o mercado de prata registra alta.
O contrato futuro do ouro encerrou o pregão desta terça-feira em baixa, estendendo as perdas da véspera. Investidores mantêm um olhar atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à veracidade do diálogo entre Estados Unidos e Irã para a resolução das hostilidades.
Paralelamente, o mercado financeiro acompanha de perto a estratégia de compra do metal precioso por bancos centrais globais. Há também um foco nas sinalizações sobre a trajetória das taxas de juros, emitidas pelos principais bancos centrais do mundo, fatores que influenciam diretamente o comportamento do ouro.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em abril registrou uma queda de 0,12%, estabelecendo-se em US$ 4.402,00 por onça-troy. Em contraste, a prata para maio apresentou uma valorização de 0,31%, alcançando US$ 69,569 por onça-troy. Todas essas informações foram divulgadas pelo g1.
Intensificação do conflito no Irã e o papel do ouro como porto seguro
O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça-feira. Essa ação ocorre um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões na região.
Diante desse cenário de elevada incerteza e riscos geopolíticos, Shaokai Fan, chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), destacou o papel do ouro como um ativo de proteção. Ele acredita que isso deve incentivar bancos centrais, que estiveram ausentes do mercado, a aumentar suas compras do metal precioso este ano.
Banco Central da Turquia considera usar reservas de ouro para defender a lira
Em outra frente do noticiário do metal precioso, fontes indicaram à Bloomberg que o banco central da Turquia está preparando um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial. Essa volatilidade é decorrente da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
Uma das medidas consideradas inclui a possibilidade de utilizar as vastas reservas de ouro do país. Essa ação demonstra a importância estratégica do ouro em momentos de instabilidade econômica e geopolítica, servindo como um escudo contra flutuações cambiais.
Mercados globais sob pressão e o ouro como ativo líquido em alta
Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico atual tem desencadeado um amplo choque macroeconômico nos mercados globais. Isso força os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento econômico e as condições de liquidez.
Essa reavaliação geral tem exercido pressão sobre o ouro. O banco de investimento observa que “o ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, indicando sua resiliência mesmo em cenários de queda.

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