Pacheco explora PSB como plano B para 2026, enquanto negocia com União Brasil e descarta MDB
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tem intensificado articulações políticas, explorando o PSB como um potencial plano B para uma candidatura ao governo de Minas Gerais em 2026. Essa estratégia ganha força em meio a indefinições nas negociações para filiação ao União Brasil, atualmente vista como sua principal alternativa partidária.
A movimentação em direção ao PSB foi sinalizada pela filiação de sete ex-prefeitos mineiros à legenda na semana passada. Esse ato é interpretado por aliados como um movimento estratégico de Pacheco para manter rotas alternativas enquanto define seu futuro político no estado. O senador, procurado, não comentou as especulações.
Nos bastidores, a estratégia de Pacheco envolve dividir seu grupo político entre três legendas: PSB, União Brasil e MDB. O objetivo é manter presença e canais abertos em diferentes partidos, aguardando maior clareza sobre o cenário eleitoral mineiro antes de tomar uma decisão final sobre filiação e candidatura. Conforme apurado, essa estratégia visa preservar margem de negociação, especialmente diante da reorganização do tabuleiro eleitoral em Minas Gerais.
Aliados de Pacheco se filiam ao PSB e fortalecem presença na legenda
A aproximação com o PSB se tornou mais visível com a filiação de um grupo de ex-prefeitos que pretendem formar uma “chapa municipalista” para disputar vagas na Câmara dos Deputados em 2026. Entre os novos filiados estão nomes como Duarte Júnior, ex-prefeito de Mariana, Duílio de Castro, ex-prefeito de Sete Lagoas, e Julvan Lacerda, ex-prefeito de Moema e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).
Essa filiação em massa foi vista nos bastidores da política mineira como um sinal de aproximação entre o grupo político de Pacheco e o PSB. Interlocutores indicam que parte dos aliados do senador tem ocupado espaços dentro da legenda, enquanto o próprio parlamentar avalia seu destino partidário. A filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD, aliado do governador Romeu Zema, também é vista como um fator que pode ter reduzido o espaço político de Pacheco na legenda.
União Brasil enfrenta entraves em Minas, mas pode se abrir com mudanças
O União Brasil continua sendo uma prioridade para Pacheco, em parte devido à relação política com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, a negociação com o partido em Minas Gerais enfrenta obstáculos. O União Brasil está federado com o PP e conta com lideranças importantes no estado, como Marcelo Aro, secretário de Governo do governador Romeu Zema.
A presença de Aro no União Brasil reduz o espaço político para a chegada de Pacheco. Contudo, especulações recentes indicam a possibilidade de Aro deixar o União Brasil e migrar para o Podemos. Caso essa mudança se concretize, aliados de Pacheco avaliam que as portas do partido voltariam a se abrir para o senador.
MDB descartado como opção devido a pré-candidatura interna
Outra alternativa considerada nas últimas semanas foi o MDB, mas essa possibilidade foi descartada. Durante um encontro em Brasília, Pacheco conversou com dirigentes da legenda, incluindo o presidente do MDB em Minas, deputado Newton Cardoso Jr., e o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. Pacheco explicou que o MDB não seria uma opção de filiação neste momento, pois o partido já possui um pré-candidato ao governo do estado, o próprio Gabriel Azevedo.
O senador ressaltou que não faria sentido ingressar na legenda enquanto essa candidatura estiver em pauta, mas destacou que mantém uma relação de amizade com Azevedo. Essa decisão reforça a complexidade do cenário eleitoral mineiro e a necessidade de Pacheco em encontrar um partido que acomode suas aspirações políticas sem conflitos internos.
Pacheco mantém cautela, enquanto Lula já o aponta como candidato em Minas
Apesar das articulações, Pacheco tem mantido publicamente um discurso de cautela. Ele afirma a interlocutores que ainda não tomou uma decisão sobre disputar ou não o governo mineiro, mas também não descarta a possibilidade. Por outro lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sinalizado a aliados que o senador será seu candidato ao governo de Minas, demonstrando uma preferência política que pode influenciar as definições partidárias.

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