Petrobras (PETR4) reage à alta do petróleo, Kepler Weber (KEPL3) fecha acordo e Braskem (BRKM5) tem queda em vendas. Cosan (CSAN3) e CSN (CSNA3) também no radar.
O mercado financeiro iniciou a semana com movimentações significativas em grandes empresas brasileiras. A Petrobras (PETR4) viu suas ADRs subirem em Nova York impulsionadas pela disparada nos preços do petróleo, em meio a tensões geopolíticas.
Outros destaques incluem o anúncio de um acordo de combinação de negócios pela Kepler Weber (KEPL3) com a Grain & Protein Technologies (GPT), e a divulgação de resultados operacionais da Braskem (BRKM5), que apontam para uma queda nas vendas de resinas e químicos no Brasil no quarto trimestre.
A instabilidade no setor de energia e commodities também trouxe notícias sobre a Cosan (CSAN3), que teve seu rating rebaixado pela Fitch, e a CSN (CSNA3), que está próxima de fechar um empréstimo bilionário para saldar dívidas. A OceanPact (OPCT3) também anunciou uma fusão estratégica. As informações foram divulgadas pelo Broadcast e Estadão Conteúdo.
Petróleo em Alta Impulsiona Petrobras (PETR4)
As American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras (PETR4) operam em alta no pré-market da Bolsa de Nova York. A valorização ocorre em reflexo à disparada nos preços do petróleo, que se intensificaram após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28).
Por volta das 7h30, as ADRs que representam as ações ordinárias da Petrobras (PBR) subiam 4,21%, negociadas a US$ 17,33. Já os papéis que representam as preferenciais (PBRa) avançavam 4,16%, alcançando US$ 16,04. O petróleo Brent, referência internacional, chegou a superar os US$ 80 por barril, com alta de 7,99%, cotado a US$ 78,64. O WTI, referência no mercado norte-americano, avançou 7,43%, a US$ 72,02.
A principal preocupação do mercado reside no controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo, que eleva o risco de interrupções na oferta da commodity.
Kepler Weber (KEPL3) Anuncia Acordo Estratégico com GPT
A Kepler Weber (KEPL3) informou ao mercado a celebração de um acordo para combinação de negócios com a Grain & Protein Technologies (GPT), após cerca de quatro meses de negociações. A GPT, com sede global em Illinois, nos EUA, propôs um pagamento de R$ 11 por ação da companhia de armazenamento de grãos.
Este valor representa um prêmio de 48,3% sobre o preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações da Kepler Weber nos 60 dias anteriores à concessão de exclusividade pela companhia, em 16 de outubro de 2025. A estrutura da transação prevê a incorporação das ações ordinárias da Kepler Weber por uma sociedade controlada pela GPT.
Braskem (BRKM5) Registra Queda nas Vendas no 4º Trimestre
A Braskem (BRKM5) encerrou o quarto trimestre com uma retração nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Relatório operacional divulgado nesta sexta-feira também indicou uma queda na taxa de utilização das centrais petroquímicas da empresa no país.
As vendas de resinas recuaram 8% anualmente, totalizando 743 mil toneladas, enquanto os principais químicos registraram queda de 13%, atingindo 595 mil toneladas. A companhia também apurou uma diminuição de 3% nos spreads de principais químicos e de 15% no caso das resinas. A taxa de utilização de eteno no Brasil ficou em 59% em dezembro, contra 70% no final de 2024.
A Braskem atribuiu a menor taxa de utilização, em relação ao terceiro trimestre, à parada programada para manutenção na central petroquímica da Bahia, apesar da priorização de vendas de maior valor agregado. No terceiro trimestre, a taxa de utilização no Brasil foi de 65%.
Cosan (CSAN3) Sofre Rebaixamento e Raízen (RAIZ4) Também é Afetada
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de inadimplência do emissor (IDR) da Cosan (CSAN3) de BB para BB- e a nota nacional de AAA(bra) para A+(bra), colocando todas as classificações da holding em observação negativa. As ações da holding recuavam 5,12% por volta das 16h33, sendo o principal destaque negativo do Ibovespa, enquanto a subsidiária Raízen (RAIZ4) caía 3,08%.
A Fitch justifica a decisão pela pressão na estrutura financeira da companhia e pela dependência da venda de ativos para reduzir a dívida de longo prazo, mantendo uma alavancagem elevada. Mesmo após oferta subsequente de ações, os indicadores permanecem frágeis, com projeção de índice líquido empréstimo-valor em torno de 45% e cobertura de juros pelo fluxo de caixa operacional próxima de 1,0 vez.
Raízen Energia Aprova Cisão Parcial e CSN (CSNA3) Negocia Empréstimo Bilionário
A Raízen Energia obteve aprovação de seus acionistas para a cisão parcial da subsidiária Raízen Centro-Sul Paulista, como parte de um processo de reorganização societária para otimizar a estrutura. A incorporação da parcela cindida, no valor contábil de R$ 1 milhão, também foi aprovada.
A CSN (CSNA3) está avançando em negociações para fechar um empréstimo com um grupo de bancos, que pode variar de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. As ações da CSN Cimentos estão entre as garantias. O objetivo é quitar títulos de dívida no exterior e dívidas bancárias que vencem em abril, além de recomprar parte dos bonds com vencimento em 2028.
OceanPact (OPCT3) Anuncia Fusão com CBO
A OceanPact (OPCT3) anunciou um acordo para combinar seus negócios com a CBO Holding, criando uma empresa com 73 embarcações e cerca de R$ 13,6 bilhões em contratos firmados. A operação consolida a companhia como uma das principais do setor de apoio marítimo no Brasil e com presença global.
Os atuais acionistas da CBO deterão cerca de 58% do capital total da companhia combinada, com a emissão de aproximadamente 275 milhões de novas ações da OceanPact aos acionistas da CBO. A CBO opera atualmente 45 embarcações, e com a fusão, a OceanPact visa ampliar sua escala operacional, fortalecer a capacidade de conquistar contratos rentáveis e acessar linhas de crédito mais vantajosas.

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