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Petróleo Dispara Quase 10% com Risco de Guerra no Oriente Médio e Bloqueio no Estreito de Ormuz; Diesel e Gás Natural Também Sobem Fortemente

Conflito no Oriente Médio e bloqueio de rotas energéticas causam disparada nos preços do petróleo, diesel e gás natural.

O preço do petróleo registrou uma alta expressiva nesta segunda-feira, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo temor de um conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã. A manhã viu os contratos futuros saltarem quase 10%, refletindo a preocupação global com a estabilidade do fornecimento de energia.

Além da instabilidade geopolítica, a possibilidade de interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, adicionou pressão aos preços. Esse cenário levou a um aumento acentuado também nos valores de diesel e gás natural, commodities essenciais para a economia mundial.

Segundo informações divulgadas, o petróleo WTI para abril fechou em alta de 6,28%, a US$ 71,23 o barril, enquanto o Brent para maio subiu 6,68%, alcançando US$ 77,74 o barril. Esses valores representam os maiores níveis desde meados de 2025, mas os ganhos foram parcialmente reduzidos durante a tarde devido à valorização do dólar e a ponderações sobre a evolução da guerra.

Estreito de Ormuz sob ameaça: 20% do fornecimento global em risco

A preocupação central do mercado reside no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do fornecimento global de petróleo. Interrupções no tráfego desta via marítima crítica podem ter um impacto devastador na oferta mundial, justificando a forte reação dos preços. A economista Andressa Durão, do ASA, destacou que o transporte na região parece ter sido significativamente afetado, gerando um alerta relevante para o mercado.

O aumento na demanda por superpetroleiros no mercado global, conforme noticiado pela Bloomberg, evidencia a gravidade da situação. No entanto, fontes como a Reuters indicam que os Estados Unidos, por ora, não consideram utilizar suas reservas estratégicas, avaliando que o mercado ainda está bem suprido. Essa avaliação contrasta com o anúncio da Opep+ de aumentar a produção em abril, em uma tentativa de estabilizar os preços.

Cenário de incerteza política e ataques na Rússia

A instabilidade no Irã também adiciona uma camada de complexidade ao cenário. A Capital Economics prevê uma transição desordenada após a eventual morte do aiatolá Ali Khamenei, o que poderia migrar o risco do Estreito de Ormuz para quedas na própria produção iraniana, sustentando preços de petróleo mais elevados a longo prazo.

Adicionalmente, um ataque de drones pela Ucrânia causou um incêndio em um terminal de combustível russo na cidade portuária de Novorossiysk. Esse incidente, embora distinto do conflito no Oriente Médio, contribui para o sentimento de incerteza e volatilidade nos mercados globais de energia.

Impacto generalizado nos combustíveis

A disparada nos preços do petróleo se estendeu para outros combustíveis. Na Europa, o preço do diesel chegou a saltar até 20%, e o do gás natural, impressionantes 40%. Nos Estados Unidos, as altas foram de 14% para o diesel e 4% para o gás natural, demonstrando o impacto generalizado da crise no setor energético.

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