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PF pede suspeição de Dias Toffoli no caso Banco Master após menções em celular de Daniel Vorcaro; ministro rebate

PF pede afastamento de Dias Toffoli e cita menções em celular de banqueiro em caso do Banco Master

A Polícia Federal (PF) solicitou a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja afastado da relatoria da investigação sobre o Banco Master. A decisão da PF foi motivada pela descoberta de menções ao nome do ministro em conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

O caso ganhou novos contornos após perícias realizadas nos aparelhos de Vorcaro. Diante das novas informações, a direção da PF decidiu encaminhar um relatório detalhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para que ele avalie as medidas cabíveis.

Além das citações diretas ao nome de Toffoli, o site UOL noticiou a existência de diálogos entre o próprio Vorcaro e o ministro. A informação foi confirmada ao jornal O Estado de S. Paulo por fontes com acesso aos detalhes da investigação. A notícia gerou grande repercussão no meio jurídico e político.

Pedido de Suspensão e Argumentos de Toffoli

Em nota oficial, o gabinete de Dias Toffoli confirmou o recebimento do pedido de declaração de suspeição pela Polícia Federal. O ministro, no entanto, considera que o pedido da PF se baseia em “ilações”.

O gabinete de Toffoli argumentou ainda que, juridicamente, a instituição policial não teria legitimidade para apresentar tal pedido, pois não é parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. A resposta do ministro será enviada ao presidente do STF, Edson Fachin.

Relações Familiares e Negócios em Destaque

O caso ganha complexidade ao envolver negócios de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados a Daniel Vorcaro. Irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio, teriam cedido uma fatia milionária em um resort no Paraná a um fundo da Reag Investimentos, empresa investigada por conexões com o Banco Master e suspeitas de sonegação bilionária.

Documentos da Junta Comercial do Paraná indicam que a participação dos irmãos de Toffoli nos empreendimentos somou R$ 1,37 milhão na Tayaya Administração e outros R$ 5,4 milhões na DGEP Empreendimentos. Eles aparecem como sócios na Maridt Participações, empresa que detinha parte do resort.

O endereço da sede da Maridt, conforme revelado pelo Estadão, é a residência de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro, em Marília, interior de São Paulo. A esposa de José Eugênio, Cássia Pires Toffoli, afirmou desconhecer que sua casa servia como sede da Maridt e negou qualquer ligação do marido com o resort.

Toffoli Afirma Receber Recursos Lícitos

Uma reportagem da Folha de S. Paulo trouxe declarações atribuídas a Dias Toffoli, nas quais ele teria afirmado ter recebido dinheiro de fundos ligados a Daniel Vorcaro por ser sócio da empresa familiar Maridt. O ministro teria explicado que, por se tratar de uma sociedade anônima de livro e ele não ser administrador, sua participação não precisaria ser pública.

Toffoli teria assegurado a interlocutores que todas as transferências recebidas da empresa são lícitas, com origem e destino rastreáveis, e devidamente declaradas à Receita Federal. Apesar disso, o meio jurídico já vinha defendendo o afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master, diante do envolvimento de seus parentes.

Fachin Avalia Pedido de Suspeição

A PF encaminhou o pedido de suspeição a Edson Fachin, pois é atribuição do presidente do STF despachar sobre tais solicitações contra ministros da Corte. A agenda de Fachin registra um encontro com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir “fluxo processual ordinário”, o que pode incluir a análise do caso Toffoli.

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