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PicPay (PICS) despenca 17% após IPO nos EUA: Gestor explica o que assusta investidores e afunda ações da fintech dos irmãos Batista

PicPay em queda livre: O que está por trás da desvalorização de 17% das ações da fintech após o IPO?

O PicPay, que celebrou a quebra do jejum de IPOs brasileiros nos Estados Unidos após quatro anos, não tem conseguido empolgar seus investidores. Desde a estreia na Nasdaq, os papéis da fintech acumulam uma expressiva queda de 17%, levantando questionamentos sobre os fundamentos do negócio e as expectativas do mercado.

A companhia levantou um total de US$ 500 milhões, com o preço das ações definido no topo da faixa indicativa, entre US$ 16 e US$ 19. No entanto, o desempenho fraco pós-IPO já serviu de alerta para outras empresas, como o AgiBank, que ajustou o tamanho e a faixa de preço de sua própria oferta pública inicial.

A performance negativa do PicPay ocorre em um cenário de mau humor do mercado com empresas de tecnologia no exterior. Um gestor ouvido pelo Money Times avalia que, em tese, o papel não chegou a ser precificado de forma cara, desde que o investidor depositasse fé na trajetória de lucros projetada. Contudo, a credibilidade dessa projeção é o ponto nevrálgico.

O risco da aceleração do crédito e a inadimplência na mira dos investidores

A expectativa de crescimento futuro do PicPay, segundo o gestor, dependia significativamente de uma aceleração relevante no segmento de crédito. Essa estratégia, no entanto, carrega consigo um risco de execução considerável e, principalmente, um risco não desprezível de aumento da inadimplência, fatores que pesam na decisão dos investidores.

A precificação implícita no preço de mercado sugeria uma negociação a cerca de 20 vezes o lucro estimado para 2025, com projeção de queda para 12 vezes em 2026 e 7 vezes em 2027. Essa métrica, isoladamente, não seria excessivamente alta, mas a dificuldade em validar a consistência dessa trajetória de lucros se tornou o principal obstáculo.

A base de investidores e a frustração com ganhos rápidos

Outro ponto levantado pelo especialista envolve a base de investidores que participou do IPO do PicPay. Muitos teriam sido atraídos por uma tese de ganho rápido, apostando em uma reprecificação acelerada das ações que, até o momento, não se concretizou. A narrativa de forte crescimento e potencial de monetização da base de clientes ressoou especialmente entre investidores de growth e de tecnologia.

Esses argumentos, embora sedutores, geraram uma expectativa de que, comparado a pares globais, o papel do PicPay se valorizaria rapidamente. A não concretização desse cenário levou à frustração de muitos investidores que buscavam esse movimento. A fintech pretende usar os recursos captados para capital de giro, despesas operacionais, requisitos regulatórios e a aquisição da Kovr Seguradora.

CEO do PicPay enxerga listagem como um novo começo

Durante a cerimônia de listagem na Nasdaq, o CEO do PicPay, Eduardo Chedid, destacou a evolução da empresa, de uma carteira digital a um banco completo. Ele afirmou que o PicPay reúne escala, crescimento acelerado e rentabilidade, sempre com consistência e eficiência.

Chedid ressaltou que a listagem na Nasdaq não representa o fim da jornada, mas sim o início de um novo e empolgante capítulo na história da fintech. A expectativa da companhia é que, apesar dos desafios iniciais, a estratégia de crescimento e consolidação no mercado financeiro brasileiro se mostre resiliente a longo prazo.

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