Os mercados de metais preciosos estão em ebulição, com a prata alcançando um marco histórico de US$ 100 por onça pela primeira vez nesta sexta-feira. O metal precioso registrou uma valorização de 4,2%, atingindo US$ 100,29, e acumula uma impressionante alta de quase 40% no ano, após mais do que dobrar seu valor no ano anterior. O ouro também segue a tendência de alta, negociado a US$ 4.961,74, com um ganho semanal de cerca de 8%, marcando seu melhor desempenho desde a crise financeira de 2008.
Essa ascensão meteórica é amplamente atribuída ao chamado ‘Fator Trump’, refletindo a crescente incerteza em torno das políticas comerciais, conflitos geopolíticos e questionamentos sobre a independência do Federal Reserve durante o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos. Tais preocupações impulsionaram a demanda por ativos considerados refúgio seguro.
Tensões diplomáticas recentes, como as relações entre Washington e aliados europeus, e a falta de progresso na resolução do conflito na Ucrânia, também contribuíram para a valorização da prata nesta semana. Adicionalmente, declarações de Donald Trump sobre a futura liderança do Federal Reserve reacenderam debates sobre a autonomia do banco central americano.
O mercado global de prata tem operado com um déficit de oferta há cinco anos, cenário que, combinado com uma forte demanda de investidores de varejo, tem sustentado os preços. Na China, a prata se consolidou como uma alternativa mais acessível ao ouro, enquanto nos Estados Unidos a demanda chegou a sobrecarregar os distribuidores. Analistas do Citi já haviam antecipado essa trajetória, elevando projeções para a prata e o ouro.
Apesar de os Estados Unidos terem adiado a imposição de tarifas sobre minerais críticos em janeiro, o presidente Trump sinalizou a possibilidade de acordos bilaterais e tarifas futuras, mantendo um viés de incerteza. Paralelamente, a prata, essencial para setores industriais como o solar, enfrenta desafios com o aumento de preços, que pode levar a uma redução no consumo e à busca por materiais substitutos.
Especialistas financeiros apontam que o consumo de ouro deve permanecer forte, com bancos centrais buscando diversificar suas reservas. A expectativa de um dólar mais fraco e a persistente incerteza geopolítica são fatores que tendem a sustentar a demanda por ouro e prata, alimentando a tendência de alta nos preços. A desvalorização do dólar, que registrou sua pior semana desde maio, também corrobora essa tendência, impulsionada por preocupações com a política externa e econômica dos EUA.

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