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Preços-teto do leilão de capacidade sob revisão: Silveira promete correção e Eneva (ENEV3) reage positivamente após queda

Ministro Alexandre Silveira promete revisão urgente nos preços-teto do Leilão de Reserva de Capacidade após forte reação do mercado.

O mercado de energia reagiu com apreensão aos preços-teto definidos para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, levando as ações da Eneva (ENEV3) a uma queda de quase 20% na véspera. Em resposta à volatilidade, o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que os valores estão sendo reavaliados e uma decisão sobre correções pode sair ainda hoje.

Durante sua participação na CEO Conference 2026, promovida pelo BTG Pactual, Silveira revelou que a equipe do ministério trabalhou intensamente durante a madrugada para analisar os números divulgados. O objetivo é evitar qualquer atraso no cronograma do leilão, considerado crucial para a segurança energética do país.

A declaração do ministro trouxe alívio ao mercado, e as ações da Eneva (ENEV3) apresentaram recuperação, avançando cerca de 6% no pregão desta quarta-feira. A expectativa é que a revisão dos preços-teto promova um ambiente mais competitivo e garanta a atratividade do certame para os investidores.

Preços-teto: ponto de partida para a disputa, não valor final

Alexandre Silveira enfatizou que o preço-teto estabelecido não representa o valor final de contratação da energia, mas sim um limite superior para o início da disputa no leilão. A intenção, segundo o ministro, é justamente estimular a concorrência entre os participantes.

“O preço-teto não é o preço de contratação. Nós vamos trabalhar para que haja alta competitividade e para que o preço de energia se torne o mais baixo possível”, declarou Silveira. A meta é garantir que o consumidor final se beneficie de tarifas mais acessíveis, sem comprometer a sustentabilidade dos empreendimentos.

EPE e Aneel na mira: onde pode ter ocorrido a distorção nos cálculos

O Ministro de Minas e Energia indicou que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com colaboração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e técnicos do setor, é responsável pelos cálculos dos preços-teto. Ele sugeriu que a distorção observada pode ter origem na consolidação das informações fornecidas pelos próprios agentes do mercado.

“O que eu pude perceber é que teve uma diferença muito grande para o que apresentaram os grandes players, que têm informações mais seguras sobre os custos dos empreendimentos”, explicou Silveira. Essa discrepância entre os dados apresentados pelos grandes participantes e os cálculos oficiais gerou a necessidade de revisão.

Equilíbrio buscado: tarifas baixas com retorno justo para investidores

Silveira reforçou o compromisso do governo federal em encontrar um ponto de equilíbrio entre a modicidade tarifária e a garantia de um retorno adequado aos investidores. A busca é por um modelo que seja vantajoso para todos os envolvidos no setor elétrico.

“Estamos corrigindo. Tenho absoluta certeza de que vamos fazer a correção necessária para que o leilão seja competitivo, tenha remuneração justa para o investidor, mas com foco principal na modicidade tarifária”, afirmou o ministro. A correção visa assegurar a viabilidade do leilão e a atração de novos investimentos para o setor energético brasileiro.

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