Saída de John Hurley, figura chave na política de sanções dos EUA, marca turbulência no Tesouro
John Hurley, principal autoridade do governo Trump na aplicação de sanções internacionais, está prestes a deixar seu posto como subsecretário do Tesouro dos EUA para terrorismo e inteligência financeira. A notícia, divulgada pela Bloomberg News neste domingo, surge em meio a relatos de tensões internas sobre as táticas e os alvos da política de sanções norte-americana.
A potencial saída de Hurley, que supervisionava a unidade TFI do Departamento do Tesouro, um extenso aparato com cerca de 1.000 funcionários e ferramenta crucial de política externa, sinaliza uma nova mudança na cúpula da instituição. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação de forma independente.
As especulações sobre o futuro de Hurley indicam que ele estaria sendo considerado para diversos cargos de embaixador, em uma tentativa de manter um aliado valioso dentro da administração. Um alto funcionário do governo, no entanto, declarou à Bloomberg que Hurley e o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, mantêm um bom relacionamento de trabalho, e que negociações para um cargo de embaixador estariam em andamento com a Casa Branca.
Rotatividade e instabilidade no Departamento do Tesouro
A provável saída de Hurley se soma a uma série de outras mudanças recentes no alto escalão do Departamento do Tesouro. O primeiro chefe de gabinete de Bessent, Dan Katz, deixou o cargo no outono, seguido por seu sucessor, Michael Friedman. O principal adjunto de Bessent renunciou em agosto, e o cargo de subsecretário de Assuntos Internacionais permanece vago. Essa **alta rotatividade** tem gerado questionamentos entre funcionários e ex-funcionários sobre a estabilidade da agência, considerada uma das mais sensíveis ao mercado.
Sanções em foco: impacto na economia e geopolítica
As mudanças ocorrem em um período onde as sanções impostas pelos Estados Unidos a países ricos em recursos naturais, como Venezuela, Irã e Rússia, ganham **relevância crescente** para investidores internacionais, fluxos de energia e riscos geopolíticos. Nas últimas semanas, o Departamento do Tesouro tem sido peça central nos esforços do governo Trump para flexibilizar algumas restrições à indústria petrolífera venezuelana, visando aumentar a produção e atrair capital estrangeiro.
Tensões internas sobre o uso de sanções
Relatos indicam que as tensões dentro do Departamento do Tesouro se intensificaram nos últimos meses, especialmente em relação à forma como as autoridades de sanções são empregadas. Algumas fontes apontam que a busca por designações contra oponentes políticos, incluindo autoridades judiciais estrangeiras e instituições internacionais, por parte de assessores próximos ao presidente Donald Trump, gerou preocupações. Funcionários de carreira teriam expressado, em privado, receios sobre as **consequências diplomáticas e de reputação**, enquanto outros defendem que tais medidas estariam alinhadas com a estratégia geral do governo.
A unidade TFI, sob a supervisão de Hurley, evoluiu na última década para se tornar uma linha de frente na **política externa americana**, influenciando desde exportações de petróleo até o acesso ao sistema financeiro global baseado no dólar. A instabilidade na liderança desta unidade pode ter implicações significativas na condução dessas políticas.

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