PT aprova resolução crítica ao Banco Central e defende revisão da meta de inflação, alegando que juros altos prejudicam o país.
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma resolução contundente nesta sexta-feira (6), em Salvador, criticando a atual política monetária conduzida pelo Banco Central (BC). O partido argumenta que a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 15,00% ao ano, permanece em um patamar restritivo e incompatível com as necessidades do desenvolvimento nacional.
A resolução, divulgada neste sábado (7) em meio às celebrações dos 46 anos do partido na Bahia, sinaliza um forte descontentamento com a atuação do BC. O texto aponta que a política monetária tem operado como um obstáculo ao projeto eleito nas urnas, contribuindo para a financeirização da economia e a limitação do investimento produtivo.
As críticas dirigidas ao Banco Central, incluindo seu presidente Gabriel Galípolo, refletem a pressão do partido para que haja uma redução mais expressiva nos juros. A **autonomia do BC**, instituída durante o governo Bolsonaro, também é apontada como um fator que tem dificultado a implementação de medidas mais favoráveis ao crescimento econômico, conforme adiantado pelo Estadão.
Juros Altos e o Impacto no Desenvolvimento
A resolução do PT enfatiza que é o **momento de reduzir a taxa básica de juros**. O partido considera que os juros em 15,00% ao ano são excessivos e prejudicam o avanço da economia brasileira. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalize uma redução na próxima reunião em março, mas a pressão petista é por ações mais assertivas.
O texto afirma que a política monetária atual tem “profundado a financeirização da economia, drenando recursos públicos e restringindo o investimento produtivo”. Essa visão contrasta com a necessidade de estimular a produção e a geração de empregos, objetivos centrais para o governo atual.
Revisão da Meta de Inflação em Pauta
Outro ponto central da resolução é a defesa da revisão da meta de inflação, atualmente fixada em 3%. O PT propõe que essa meta seja compatibilizada com o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade. Em 2023, a inflação oficial do Brasil fechou em 4,26%, ficando abaixo do teto do intervalo de tolerância de 4,5%.
A crítica se estende à forma como a meta de inflação é perseguida, que segundo o partido, tem priorizado o controle inflacionário em detrimento de outros indicadores importantes para o bem-estar social e o desenvolvimento sustentável. A busca por um equilíbrio entre estabilidade de preços e crescimento econômico é o cerne da proposta petista.
Pressão por Mudanças na Política Econômica
A resolução do PT demonstra uma clara insatisfação com a condução da política monetária, especialmente no que diz respeito à taxa de juros. O partido se posiciona ativamente para influenciar as decisões econômicas, buscando alinhar as ações do Banco Central aos objetivos do governo eleito.
A crítica à autonomia do BC, conferida durante a gestão anterior, reforça a visão do partido de que a política monetária deve estar mais integrada às necessidades de desenvolvimento do país. A expectativa é que essas discussões gerem um debate mais amplo sobre os rumos da economia brasileira e a busca por um crescimento mais inclusivo e sustentável.

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