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PT Desiste de Candidato Próprio ao Governo do RS Pela Primeira Vez Após Pressão de Lula; Entenda o Acordo com o PDT e a Polêmica

Pela primeira vez em sua história, o Partido dos Trabalhadores (PT) não apresentará um candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. A decisão, tomada sob intensa pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca uma guinada estratégica na política gaúcha e abre caminho para o apoio à ex-deputada Juliana Brizola, do PDT.

A articulação foi selada após interferência direta de Lula, que condicionou o apoio do PDT à sua campanha nacional à desistência petista em lançar um nome para o Piratini. Em contrapartida, o PT almeja fortalecer a frente ampla de oposição ao governo estadual, buscando consolidar a base de apoio para as eleições de 2026.

A renúncia do ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, à candidatura petista, foi um movimento significativo. Pretto, que inicialmente defendia a candidatura própria do PT, acatou a decisão nacional, abrindo mão de seu projeto pessoal em nome da unidade partidária e da estratégia nacional. A informação foi divulgada pelo portal G1.

PT Cede ao Planalto e Apoiará Juliana Brizola (PDT) no RS

A desistência do PT em lançar candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul foi oficializada após intensas negociações e a interferência direta do presidente Lula. O partido agora integrará a chapa encabeçada por Juliana Brizola, neta do icônico ex-governador Leonel Brizola. O acordo visa fortalecer a articulação nacional do PT e garantir o apoio de partidos aliados em um estado estratégico.

A decisão foi formalizada em uma resolução política aprovada pela Executiva Nacional do PT na terça-feira, 7. O documento determina que a tática política no Rio Grande do Sul seja construída em conjunto com o PDT e demais partidos da frente de oposição, que inclui PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede. A prioridade máxima declarada é a reeleição do presidente Lula.

Edegar Pretto Deve Ser Vice, Mas PSOL Ameaça Sair da Aliança

A tendência é que Edegar Pretto assuma a posição de vice na chapa liderada por Juliana Brizola. No entanto, o acordo gerou insatisfação dentro da própria frente de oposição. O PSOL, que anteriormente apoiava a candidatura de Pretto, manifestou discordância com a aliança com o PDT e ameaça deixar o grupo, adicionando um novo elemento de instabilidade ao cenário político gaúcho.

A aliança formada busca consolidar uma frente de oposição forte no Rio Grande do Sul. A composição atual conta com PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede, com o objetivo de apresentar uma alternativa unificada ao eleitorado. A definição do vice na chapa de Juliana Brizola ainda é um ponto de atenção, com a possibilidade de Pretto ocupar o cargo.

Divisão Interna no PT: Dirceu e Pomar Discordam sobre “Intervenção”

A decisão de abrir mão da candidatura própria no Rio Grande do Sul gerou divergências internas no PT. O dirigente da corrente Articulação de Esquerda e diretor da Fundação Perseu Abramo, Valter Pomar, criticou publicamente a medida, classificando-a como uma intervenção. Ele divergiu do ex-ministro José Dirceu, que defendeu a decisão como parte de uma estratégia nacional.

José Dirceu argumentou que o caso gaúcho não configurava intervenção, citando exemplos de outros estados onde o PT apoia candidatos de outros partidos em nome da unidade nacional. Ele criticou as acusações de violação da democracia partidária dirigidas a quem defende a aplicação da política nacional. Valter Pomar, por sua vez, rebateu Dirceu, comparando a situação a uma intervenção ocorrida no PT do Rio de Janeiro em 1998, quando Dirceu era presidente do partido.

Histórico e Cenário Eleitoral no RS

O PT tem um histórico de governança no Rio Grande do Sul, tendo administrado o estado com Olívio Dutra (1999-2003) e Tarso Genro (2011-2015), além de ter comandado a prefeitura de Porto Alegre por 16 anos consecutivos. Um dos argumentos iniciais para a resistência petista em apoiar Juliana Brizola era a participação do PDT no governo de Eduardo Leite (PSD), classificado como “neoliberal e de direita”. O PDT, no entanto, entregou os cargos na equipe recentemente.

O atual governador, Eduardo Leite, optou por permanecer no cargo após não ser o escolhido pelo PSD para disputar a sucessão de Lula, decidindo cumprir seu mandato. O PSD lançou a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Leite busca emplacar seu vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo gaúcho. Uma pesquisa recente do instituto Real Time Big Data, divulgada em 17 de março, aponta o deputado Luciano Zucco (PL), aliado de Jair Bolsonaro, em primeiro lugar com 31% das intenções de voto. Juliana Brizola aparece em segundo, com 24%, seguida por Pretto com 19% e Gabriel Souza com 13%.

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