STF e CPI do INSS aprovam quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, acatou um pedido da Polícia Federal e determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão ocorre no âmbito de um inquérito que investiga supostos pagamentos indevidos recebidos por ele em um esquema de descontos irregulares de pensionistas.
A informação foi confirmada por uma fonte do STF à Reuters. Paralelamente, a CPI Mista do INSS também aprovou, nesta quinta-feira, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha, em um desdobramento que gerou tensão e confusão na comissão.
O Palácio do Planalto e a defesa de Fábio Luís Lula da Silva não comentaram o caso até o momento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia se manifestado sobre o assunto em entrevista, afirmando ter questionado o filho sobre a situação e que ele deveria se defender caso houvesse irregularidades.
Detalhes da investigação e o papel de Lulinha
Segundo o requerimento apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, relator da CPI, a necessidade de investigar Fábio Luís se dá pelo suposto repasse de valores a ele por meio de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, apontado como líder do esquema.
O pedido de quebra de sigilo cita mensagens interceptadas onde Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado a uma empresa de Roberta Luchsinger, teria respondido explicitamente que se tratava “do filho do rapaz”.
A Polícia Federal interpreta essa resposta como uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta Luchsinger atuaria como intermediária para o repasse de vantagens indevidas ao filho do presidente.
Repercussão na CPI e protestos da base aliada
A aprovação da quebra de sigilos de Lulinha na CPI Mista do INSS foi comemorada pela oposição, mas gerou protestos por parte da base aliada do governo. A discordância sobre a votação em bloco do requerimento levou a uma confusão generalizada e ao encerramento da sessão do colegiado.
Governistas reclamaram da forma como o pedido foi votado e defenderam uma nova apreciação, separada, dos requerimentos. A decisão do STF, somada à aprovação na CPI, intensifica o escrutínio sobre os envolvidos no suposto esquema.
Investigação em andamento
A decisão do ministro André Mendonça, atendendo ao pedido da Polícia Federal, visa obter mais elementos para a investigação sobre os repasses financeiros. Os detalhes sobre o período exato da decisão e a extensão temporal da quebra de sigilo ainda não foram divulgados.
O caso segue em desenvolvimento, e novas informações sobre o andamento do inquérito e as possíveis implicações para os investigados são aguardadas.

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