Raízen (RAIZ4) em Queda Livre: Ações Voltam a Ser Penny Stock e Cenário Econômico Gera Alerta
As ações da Raízen (RAIZ4) experimentaram uma forte desvalorização, retornando ao patamar de penny stock, negociadas abaixo de R$ 1. A queda expressiva ocorre em meio a notícias sobre a aquisição integral da Raízen Biomassa e um cenário de endividamento crescente, levantando preocupações entre os investidores.
A companhia, que já havia demonstrado fragilidade, viu seus papéis recuarem significativamente, acendendo um alerta no mercado financeiro. A combinação de fatores, incluindo a gestão de dívidas e movimentos estratégicos, tem pesado sobre a performance da empresa.
Acompanhe os detalhes que estão impactando o valor da Raízen e o que esperar para os próximos resultados. Conforme informações divulgadas pelo InvestNews, a empresa fechou a compra da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa, passando a deter 100% da subsidiária.
Aquisição da Raízen Biomassa e o Motivo da Transação
A aquisição da participação da Sumitomo na Raízen Biomassa representa o exercício de uma opção de venda firmada em 2016, quando a empresa japonesa investiu na subsidiária. Essa movimentação, que transforma a Raízen momentaneamente de compradora para vendedora, pode ter influenciado a percepção do mercado sobre a saúde financeira da companhia.
Endividamento em Alta e o Impacto na Raízen
Um dos principais fatores que pressionam as ações da Raízen é o seu elevado endividamento. No segundo trimestre da safra 2025/26, a dívida líquida atingiu R$ 53,4 bilhões, um aumento expressivo de 48,8% em comparação ao ano anterior. Esse montante representa um desafio considerável para a gestão financeira da empresa.
Mudanças no Conselho de Administração e a Indicação da Shell
Em meio às turbulências, a Raízen também comunicou a renúncia de Brian Paul Eggleston ao cargo de membro do Conselho de Administração. Para preencher a vaga, a acionista Shell Brazil Holding BV (Shell) indicou Jorrit Jan Witte Van Der Togt como novo membro efetivo do Conselho, demonstrando a influência da Shell na governança da empresa.
Perspectivas para o 3º Trimestre da Safra 2025/2026 (3T26)
As expectativas para o 3T26 da Raízen são mistas. Segundo o Safra, os volumes de distribuição de combustíveis no Brasil e as vendas de açúcar superaram as estimativas, porém, os volumes de etanol ficaram abaixo do esperado. O banco mantém recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 1,40, indicando um potencial de alta de 30%.
Analistas do Safra, Conrado Vegner e Vinícius Andrade, destacam que o negócio de distribuição de combustíveis no Brasil deve ser o principal motor de resultados no trimestre. No entanto, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 10,6 milhões de toneladas, abaixo da estimativa de 14,4 milhões de toneladas e inferior aos 13,8 milhões de toneladas do 3T25.
O mix de produção no trimestre foi direcionado ao etanol (56% etanol e 44% açúcar), embora no acumulado da safra, a produção tenha sido majoritariamente voltada ao açúcar (53% açúcar e 47% etanol nos nove meses de 2026), evidenciando a complexidade da operação e a volatilidade dos mercados de commodities energéticas e agrícolas.

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