Diretório Nacional da Rede Sustentabilidade Expressa Perplexidade e Críticas à Decisão de Marina Silva de Permanecer na Legenda
O diretório nacional da Rede Sustentabilidade manifestou “indignação e perplexidade” após a deputada federal Marina Silva anunciar sua permanência no partido. A decisão, comunicada no último dia da janela partidária, gerou forte reação interna, com acusações de recusa ao diálogo por parte da ex-ministra.
Marina Silva declarou que sua permanência visa a “restauração dos princípios e valores” da sigla, citando o manifesto de fundação. Ela também formalizou apoio à reeleição de Lula, à candidatura de Haddad e à sua própria postulação ao Senado pela federação com o PSOL, ao lado de Simone Tebet.
Em contrapartida, o diretório nacional da Rede, em nota divulgada nesta terça-feira, 7, negou ter perseguido ou sanado qualquer filiado, mesmo em momentos de divergência, como o apoio de Marina a Aécio Neves em 2014 ou a defesa do impeachment de Dilma Rousseff. Conforme informação divulgada pela Rede, as especulações sobre sua saída sempre partiram dela ou de seu grupo, “jamais da direção legitimamente eleita”.
Acusações de “Lawfare” e Tentativas de Paralisia Partidária
A nota do diretório nacional acusa o grupo de Marina Silva de tentar “paralisar o partido, judicializar impasses políticos e bloquear suas contas”. O termo “lawfare”, que descreve o uso do sistema judicial como ferramenta de disputa política, foi empregado para caracterizar as ações movidas contra a direção partidária. A Rede citou “centenas de ações” como exemplo dessa prática.
O partido rebateu a alegação de que o 5º Congresso Nacional da sigla teria sido anulado pela Justiça, afirmando que a maioria das ações foi rejeitada e que a atual direção “segue reconhecida, inclusive com integrantes do grupo de Marina em sua composição”. A legenda também negou que a saída de mandatários recentes configure perseguição, apontando a chegada de deputados como André Janones e Luizianne Lins como sinal de “crescimento orgânico”.
Defesa da Democracia Interna e Visão para o Futuro
A Rede Sustentabilidade enfatizou que “não atender pretensões pessoais de uma liderança não é autoritarismo. É compromisso com a vida democrática interna”. O partido reafirmou que as decisões sobre apoios e candidaturas para 2026 serão tomadas “no âmbito do partido com diálogo e bom senso, mas de forma altiva e sem interferências externas”.
O diretório concluiu que as divergências devem ser enfrentadas “pelas vias estatutárias, com debate franco e leal”. A legenda reiterou seu apoio a Lula e Haddad, e declarou que todos que desejarem fortalecer eleitoralmente a sigla são bem-vindos, desde que “respeitadas as regras partidárias e do bom convívio”.

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