S&P Nacional Ratings corta notas do BRB e sinaliza preocupações com capital e imagem do banco
A S&P National Ratings tomou uma decisão importante ao rebaixar os ratings de crédito do BRB – Banco de Brasília. A agência também decidiu manter a instituição financeira sob observação negativa, indicando um cenário de incertezas.
Os principais motivos citados pela S&P são as pressões recentes sobre o capital do banco e um persistente risco reputacional. Essa combinação de fatores levou à ação de rating, que reflete a avaliação da agência sobre a saúde financeira e a imagem do BRB no mercado.
O rebaixamento e a manutenção em observação negativa ocorrem em um momento delicado para o banco, especialmente após desdobramentos de investigações policiais. Conforme divulgado pela S&P, a situação exige atenção redobrada por parte dos investidores e do mercado financeiro em geral. Conforme informação divulgada pela S&P National Ratings.
Detalhes do Rebaixamento e a Investigação
A agência de classificação de risco rebaixou os ratings de emissor de longo e curto prazo do BRB. Anteriormente em brBBB-/brA-3, as notas caíram para brBB/brB, ambas na Escala Nacional Brasil. Crucialmente, esses ratings permanecem em CreditWatch negativo, o que significa que um novo rebaixamento pode ocorrer em breve.
Essa medida da S&P vem na esteira da deflagração, em novembro de 2025, da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura uma suposta fraude envolvendo ativos que foram adquiridos pelo BRB junto ao Banco Master.
Impacto no Capital e Risco Reputacional
Na avaliação da S&P, o desenrolar dessa investigação policial pode impor uma necessidade de aportes de capital significativos ou até mesmo a venda de ativos para cobrir eventuais perdas. Tais movimentos, segundo a agência, podem pressionar o capital regulatório do banco.
Adicionalmente, a S&P ressalta que o risco reputacional associado a este caso tende a continuar impactando negativamente a capacidade do BRB de gerar negócios e de captar recursos (funding). A agência considera a possibilidade de suporte extraordinário do Distrito Federal para recomposição de capital, mas alerta que esse apoio depende de aprovações legislativas e pode não ser ágil o suficiente.
Alternativas para Reforço de Capital e Captação de Recursos
O BRB está avaliando diversas alternativas para fortalecer sua posição de capital. Entre as opções em pauta estão a venda de parte da carteira de crédito, a alienação dos ativos adquiridos, um aporte direto do controlador ou até mesmo a obtenção de uma linha de financiamento junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
No entanto, a S&P incorpora em sua análise o risco de que essas medidas não sejam suficientes ou rápidas o bastante, especialmente diante da incerteza sobre a real qualidade dos ativos que compõem o balanço do banco. A agência também destaca que as investigações podem afetar a captação de recursos e a liquidez, embora considere esses impactos administráveis no momento.
Perspectivas e Vigilância Contínua
O ajuste negativo da S&P reflete um elevado grau de incerteza sobre os efeitos das investigações na situação financeira do BRB e em sua capacidade de manter níveis adequados de capital. A agência alerta que o contexto atual pode comprometer o foco estratégico do banco, potencialmente encolher seu portfólio de crédito e limitar a geração de novos negócios, afetando o crescimento e a rentabilidade futura.
O governo do Distrito Federal, controlador do BRB com 53,71% do capital social, é visto pela S&P como um potencial suporte, dada a relevância histórica e estratégica da instituição. Contudo, o processo burocrático pode limitar a agilidade desse apoio. O CreditWatch negativo indica a possibilidade de um novo rebaixamento nos próximos 90 dias, caso novas informações da investigação afetem de maneira relevante o banco. A S&P só retirará o BRB da observação negativa quando houver maior clareza sobre a extensão dos impactos do caso.

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